A
Petrobras (PETR4) publicou nesta terça-feira (28) seu relatório de produção e vendas referente ao segundo trimestre do ano (
2T26), revelando o aumento de eficiência operacional da estatal. Houve mais um recorde produtivo: 3,34 milhões de barris de petróleo por dia no 2T26, alta de +14,1% na comparação anual.
Só as plataformas do campo de Búzios atingiram, no dia 23 de junho, a produção média recorde de 1,1 milhão de barris por dia, superando a marca de 1 milhão, alcançada em outubro de 2025. E apenas três dias depois, as plataformas de Búzios superaram essa marca, com produção média de 1,2 milhão de barris por dia.
Durante o 2T26, a petroleira colocou em operação plena 10 novos poços produtores, sendo 4 na Bacia de Campos e 6 na Bacia de Santos. Outro recorde foi visto na produção própria no pré-sal, que gerou 2,78 milhões de barris por dia, acima do recorde anterior de 2,66 milhões de barris por dia.
Em termos de refino, a
PETR4 também fez história no 2T25 ao emplacar 101,2% no Fator de Utilização (FUT) das refinarias, marca que não era alcançada desde 2014. Fora que, entre abril e maio, o indicador chegou a 102,5%, o maior resultado mensal do parque de refino atual.
Por conta da guerra no Oriente Médio, a importância da Petrobras refinar cada vez mais o petróleo cru em derivados, sobretudo gasolina e diesel, permite ao Brasil ter mais controle da oferta de combustíveis no mercado local, sem sofrer tanto com os choques de
preços do petróleo.
Vale destacar que a Petrobras empreendeu no 2T26 o seu menor volume trimestral de importações de derivados de petróleo (combustíveis), com 67 milhões de barris diários, e ampliou as vendas de produtos próprios, cujas exportações somaram quase 1 milhão de barris diários.
Vendas da PETR4 no 2T26
As vendas totais de derivados de petróleo no mercado interno permaneceram em linha com o trimestre anterior, sustentadas pelo avanço do diesel e do GLP (gás liquefeito), favorecidos por fatores sazonais de demanda, que compensaram a redução observada nos demais produtos. O volume comercializado de óleo diesel cresceu +0,4% na comparação anual.
No caso do GLP, o aumento de 8,3% no 2T26 também foi influenciado pela sazonalidade do período, marcado por temperaturas médias mais baixas nos principais centros consumidores do país.
Já a gasolina registrou retração de 2,2% em razão da maior competitividade do etanol hidratado em diversos mercados. A redução de 11,9% no QAV (querosene de aviação) refletiu principalmente o maior consumo no trimestre anterior, impulsionado pelo período de férias.
Visando a maior produção de gasolina nas refinarias, a Petrobras viu suas vendas de nafta cederem 2,3% no 2T26. Também em baixa de 5% ficou a comercialização de óleo combustível, com menores vendas para o segmento marítimo, após o encerramento da temporada de cruzeiros.
Por sua vez, o volume de gás natural vendido e utilizado para consumo interno apresentou redução de 2,2% em comparação ao primeiro trimestre refletindo a menor oferta de gás nacional e o menor fornecimento de gás natural às usinas termelétricas.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Petrobras (PETR4) há dez anos, hoje você teria R$ 13.283,80, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.115,80 nas mesmas condições.