O mercado espera que a
Petrobras (PETR4) entregue resultados e
dividendos robustos no segundo trimestre de 2026. Porém, se divide em relação ao que esperar depois disso.
⛽ De um lado, espera-se que a estatal se beneficie por mais algum tempo da recente disparada das margens globais de refino. Do outro, há dúvidas sobre novas altas dos preços do
petróleo e dos combustíveis.
Diante desse impasse, o Goldman Sachs elevou o preço-alvo para as ações da Petrobras e o Citi reduziu a sua aposta para os papeis nesta quinta-feira (30).
Veja os ajustes relativos a PETR4, que era cotada a R$ 42 no fechamento dessa quarta-feira (29):
- Goldman: subiu de R$ 51,40 para R$ 57,00;
- Citi: caiu de R$ 49 para R$ 47.
Na avaliação do Goldman Sachs, o mercado de derivados de petróleo já enfrentava baixa disponibilidade de estoques e elevada utilização das refinarias antes mesmo da guerra no Oriente Médio e deve seguir pressionado, devido a fatores como os ataques às refinarias russas e as paradas de manutenção. Diante disso, a expectativa é de que as margens globais de refino continuem em patamares elevados.
Esse cenário favorece os resultados da Petrobras, já que cerca de 25% do Ebitda consolidado da companhia deve vir do segmento de refino em 2026, segundo o Goldman. Por isso, o banco elevou as projeções para os resultados e as ações da estatal, reiterando a recomendação de compra do papel e apontando para a possibilidade de um retorno com dividendos de 12% em 2026 e 18% em 2027.
Já o Citi observou que os preços do petróleo se afastaram das máximas do ano e vê um espaço limitado para novas altas, além da possibilidade de que os preços dos combustíveis fiquem estáveis até o fim do ano. O banco ainda vê riscos na alocação de capital da Petrobras. Por isso, prefere manter a cautela e tem uma recomendação neutra para as ações da estatal.
Otimismo em relação ao 2T26
💰 Apesar dessas dúvidas, o mercado concorda que o próximo balanço da Petrobras deve trazer resultados sólidos e dividendos robustos. Afinal, a estatal bateu um
novo recorde de produção e ainda contou com preços elevados de petróleo no segundo trimestre de 2026.
Tanto o Goldman Sachs, quando o Citi acreditam que a Petrobras vai entregar um Ebitda ajustado de aproximadamente US$ 18 bilhões no trimestre, o que representa um salto de 51% em relação ao trimestre anterior. Os bancos ainda projetam dividendos bilionários, com um
DY (Dividend Yield) de aproximadamente 3,1%.
Veja as projeções para os dividendos da Petrobras no 2T26:
- Goldman: US$ 3,4 bilhões, com 3,1% de DY;
- Citi: US$ 3,5 bilhões, com 3,0% de DY.
Os bancos estão entre os mais otimistas em relação aos dividendos da Petrobras, pois o restante do mercado espera que a estatal libere cerca de US$ 3 bilhões em proventos junto com o balanço do segundo trimestre de 2026.