O fundo imobiliário
General Shopping & Outlets do Brasil (GSFI11) propôs em consulta formal nesta reta final de julho de 2026 a aprovação do não pagamento de dividendos, referente à distribuição de 95% do lucro apurado em regime de caixa entre janeiro e junho de 2026.
Estão em jogo o valor de R$ 42,8 milhões que deveriam ir para o bolso dos cotistas. Porém, os administradores do
FII de shoppings defendem a destinação de R$ 40,1 milhões à amortização de dívidas imobiliárias.
Tamanha amortização cobrirá os
CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) da 236ª Série da 1ª Emissão da Opea Securitizadora, além do saldo de R$ 2,6 milhões para manutenção e benfeitorias dos empreendimentos comerciais que compõem o
FII GSFI11, resultando na retenção de 99,92% do lucro no primeiro semestre.
O General Shopping & Outlets do Brasil tem como foco gerar renda passiva aos cotistas mediante a exploração comercial dos shopping centers e outlets que constituem o seu portfólio, bem como a obtenção de ganho de capital por meio de compra e venda desses ativos imobiliários.
Sua carteira conta com participação em nove shoppings centers, com ABL (Área Bruta Locável) própria de 140 mil metros quadrados. Atualmente, seu valor patrimonial soma R$ 1,22 bilhão, nas mãos de 6,7 mil cotistas.
O relatório gerencial mais recente revela que a ocupação do
FII GFSI11 gira em torno de 89,88%, sustentada pela qualidade dos ativos premium e dominantes, enquanto as vendas atingiram R$ 16 mil por metro quadrado.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
FII GSFI11 há cinco anos, hoje você teria R$ 2.316,30, já considerando o reinvestimento dos
dividendos mensais. A simulação também aponta que o
Ifix teria retornado R$ 1.347,80 nas mesmas condições.