Se nos últimos trimestres eram apenas os
investimentos em renda fixa que seguravam os números da
B3 (B3SA3) de pé, desta vez, os resultados do primeiro trimestre do ano (
1T26) revelam o apetite dos investidores locais e estrangeiros pela
renda variável aqui na bolsa de valores brasileira.
A empresa teve lucro líquido recorrente de R$ 1,5 bilhão no 1T26, crescimento de +33% ante igual período de 2025. Mas o verdadeiro recorde veio das receitas da bolsa de valores brasileira, na faixa de R$ 3,2 bilhões no 1T26, variação anual de +20%, dado o maior apetite dos investidores por ativos de risco.
Houve o registro do maior volume médio diário da história em Derivativos (contratos de compra e venda entre duas partes de ativos subjacentes:
ações,
índices,
moedas, juros futuros e
commodities). Foram cerca de 16,6 milhões de contratos derivativos no 1T26, alta de +16% na comparação anual.
Todavia, as operações em
renda fixa seguem aquecidas na bolsa de valores brasileira, com novas emissões e estoque de títulos subindo +9,1% e +18,5% no 1T26, respectivamente, na comparação anual. Só os investimentos no
Tesouro Direto tiveram salto de +45,5% em estoque, com 3,4 milhões de investidores ao final do 1T26.
Ao final do 1T26, a dívida bruta da B3 era de R$ 14,9 bilhões, sendo 93% com vencimento no longo prazo e apenas 7% no curto prazo, equivalente a 2 vezes o seu Ebitda recorrente nos últimos 12 meses.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
B3 (B3SA3) há dez anos, hoje você teria R$ 4.581,80, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.593,20 nas mesmas condições.