Nos últimos anos, era o
agronegócio que não só salvava como turbinava os resultados do
Banco do Brasil (BBAS3), mas agora são os produtores rurais com a corda no pescoço por conta da
taxa Selic nas alturas que põem a tese em cheque. Tanto que na Agrishow 2026, as propostas de linhas de financiamento revelam desnível.
A estatal recebeu propostas para financiar até R$ 4,25 bilhões em atividades ligadas ao agronegócio, como resultado dos cinco dias da Agrishow, a principal feira em toda a América Latina que reúne produtores rurais e empresas do ramo, sediada em Ribeirão Preto, no interior paulista.
Todavia, o montante de R$ 4,25 bilhões em proposta de financiamentos ao Banco do Brasil é -10,5% inferior ao saldo apurado na edição anterior da Agrishow, ainda que tenha superado a projeção de R$ 3 bilhões da própria companhia.
“Mesmo em um ambiente mais desafiador, o produtor segue investindo e o BB cumpre seu papel de principal parceiro do agro, oferecendo crédito com responsabilidade e alinhado às necessidades de cada perfil de cliente”, afirmou o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Gilson Bittencourt, em nota.
Ou seja, a onda de calotes na carteira de crédito do agronegócio, que elevou o índice de inadimplência do Banco do Brasil da média histórica de 1% para cerca de 6,1%, ainda reserva uma nova piora antes da melhora consistente.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Banco do Brasil (BBAS3) há 12 meses, hoje você teria R$ 780,42, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 1.386,16 nas mesmas condições.