A A5X pretende lançar uma nova bolsa para a negociação de derivativos no Brasil ainda em 2026, acabando com o reinado da
B3 (B3SA3) nesse mercado. E, para isso, conta com a ajuda de um ex-diretor da própria B3.
📈 Cícero Vieira foi vice-presidente de Operações, Clearing e Custódia da B3 ao longo de 15 anos, período em que ajudou a consolidar e desenvolver os negócios e sistemas da Bolsa. Agora, chega à A5X com uma missão semelhante.
O executivo é o novo sócio e consultor estratégico da A5X. Com isso, assume a supervisão estratégica da agenda operacional e de risco da nova bolsa e ainda vai acompanhar a execução do seu plano regulatório.
Segundo a A5X, Vieira chega para assegurar robustez, resiliência e aderência aos mais altos padrões internacionais, desde a fase de desenvolvimento até a entrada em operação do negócio, prevista para o final do ano.
"Nova geração de infraestrutura"
Cofundador e CEO da A5X, Carlos Ferreira disse que este é um "marco extremamente relevante", que fortalece a capacidade de execução e a robustez da companhia.
"Estamos falando de um dos profissionais que mais conhece a mecânica, os desafios e as melhores práticas de construção e operação de uma bolsa no Brasil", explicou.
Já o novo sócio da A5X afirmou que esta é "uma oportunidade única de participar da construção de uma nova geração de infraestrutura de mercado no Brasil, combinando tecnologia de ponta, desenho moderno de mercado, uma equipe de excelência e visão de longo prazo".
"Estou muito entusiasmado em poder contribuir com minha experiência para apoiar esse processo de evolução do mercado brasileiro", comentou Vieira.
Desenvolvimento em "ritmo acelerado"
A A5X anunciou a chegada de Cícero Vieira nesta segunda-feira (4) e aproveitou a ocasião para contar o que seu plano de desenvolvimento corre em "ritmo acelerado".
📅 O objetivo da companhia é ter todos os sistemas prontos, testados e integrados aos participantes mais relevantes do mercado até meados de 2026, para que a nova bolsa de derivativos brasileira entre em operação ainda neste ano, no quarto trimestre.
"A A5X será uma bolsa e câmara de compensação e liquidação com contraparte central, criada para trazer inovação em produtos e tecnologia, fomentar a liquidez e promover eficiência no mercado financeiro brasileiro", afirmou.
Mais competição para a B3
A A5X não é a única empresa que tenta acabar com a hegemonia da B3 no mercado financeiro brasileiro.
A
CSD BR também pretende lançar uma nova bolsa no Brasil e já vem crescendo no mercado de swaps financeiros, tanto que recentemente alcançou a marca de R$ 100 bilhões em ativos liquidados.
Já a
Base Exchange pretende recriar a Bolsa do Rio em 2027, com apoio da prefeitura do fundo Mubadala e o objetivo de trazer mais inovação e rapidez, além de preços mais justos ao mercado.