Apesar dos recentes recordes do
Ibovespa, muitas
ações brasileiras ainda são negociadas por centavos. Por isso, três empresas listadas na B3 decidiram agrupar as suas ações só na última quinta-feira (30).
De acordo com as empresas, o objetivo é elevar a cotação do papel, para garantir o cumprimento das regras da B3.
A B3 impõe limites às chamadas penny stocks (ações que valem centavos) por causa da alta volatilidade desses papeis.
Por isso, notifica as empresas cujas ações são negociadas por menos de R$ 1 por 30 pregões consecutivos, dando um prazo para a companhia adotar as medidas necessárias para reenquadrar a cotação ao patamar mínimo de R$ 1.
O grupamento é a saída adotada pela maior parte dessas empresas, já que permite que um determinado número de ações seja agrupado em único papel, elevando o valor do ativo.
Atenção aos prazos
📅 No caso da Toky, o alerta da B3 veio em fevereiro e o prazo para o ajuste da cotação termina em 26 de junho. Por isso, a empresa vai agrupar as suas ações no dia 3 de junho, na proporção de 4 para 1.
Já a Viver marcou o seu grupamento para o dia 10 de junho e vai aplicar uma proporção de 10 para 1, para também tentar ampliar a liquidez e a dispersão do papel.
A Alphaville, por sua vez, vai agrupar as suas ações na proporção de 25 para 1, no dia 12 de junho.
As ações da Espaçolaser já valeram centavos e hoje estão no limite da cotação permitida pela B3, negociadas por R$ 1. Por isso, a empresa também
aprovou um grupamento de ações na terça-feira (27) para evitar o risco de voltar a ser uma penny stock. A operação será implementada em 15 de junho, na proporção de 10 para 1.
Em todos os casos, os acionistas têm um prazo de ao menos 30 dias para ajustar suas posições ao fator do grupamento.
Depois disso, eventuais frações são leiloadas pelas empresas, para que o valor seja repartido de forma proporcional aos seus titulares.
As penny stocks da B3
Apesar dessa nova onda de grupamentos, outras operações desse tipo ainda podem acontecer nos próximos meses na B3.
🪙 Isso porque as ações de outras 16 empresas também estão valendo menos de R$ 1 na Bolsa no momento.
Sequoia (SEQL3) e
Marisa (AMAR3) também estão no grupo e já foram notificadas pela B3. Por isso, disseram que podem agrupar as suas ações caso não consigam superar a barreira de R$ 1 no prazo de ajuste concedido pela Bolsa, que nesses casos vai até setembro.
Veja as penny stocks da B3, no fechamento de 30/04/26:
- Oi (OIBR3): R$ 0,10;
- Sequoia (SEQL3): R$ 0,11;
- Azevedo & Travassos (AZEV3): R$ 0,20;
- Ambipar (AMBP3): R$ 0,22;
- Fictor Alimentos (FICT3): R$ 0,31;
- Grupo Toky (TOKY3): R$ 0,31;
- Azevedo & Travassos Energia (AZTE3): 0,35;
- Viver Incorporadora (VIVR3): R$ 0,38;
- Recrusul (RCSL3): R$ 0,46;
- Paranapanema (PMAM3): R$ 0,56;
- Contax Participações (CTAX3). antiga Atma (ATMP3): R$ 0,66;
- João Fortes Engenharia (JFEN3): R$ 0,70;
- Arandu Investimentos (ARND3): R$ 0,74;
- Lupatech (LUPA3): R$ 0,75;
- Marisa (AMAR3): R$ 0,85;
- Infracommerce (IFCM3): R$ 0,87;
- Alphaville (AVLL3): R$ 0,89;
- Revee (RVEE3): R$ 0,95;
- International Meal Company (MEAL3): R$ 0,98.