Conforme decisão da gestora, o não pagamento de proventos agora visa preservar o caixa do
FII de papel diante do cenário macroeconômico e de crédito adverso. A retenção dos dividendos deve garantir a continuidade das obras financiadas e preservar as garantias vinculadas às operações.
"A permanência por longo tempo do cenário macroeconômico desfavorável no Brasil,
incluindo juros elevados, alto endividamento das famílias, aumento dos custos dos materiais e mão de obra, entre outros, resulta na corrosão das margens do incorporador, redução das vendas e atraso nos repasses, e, em última instância, leva a uma maior exposição de caixa de cada empreendimento e em maior alocação de recursos pelo
FII CACR11", destaca a gestão em comunicado.
Nos últimos cinco anos, o
FII CACR11 distribuiu em média dividendos mensais de R$ 1,38 por cota, além de concluir 14 empreendimentos imobiliários, totalizando 1.772 unidades habitacionais e R$ 956,4 milhões de VGV (Valor Geral de Vendas).
Todavia, os lançamentos imobiliários dos empreendimentos Savoie, Viva e Real Parque, bem como o início do repasse do Station, financiados pelos cotistas do Cartesia Recebíveis Imobiliários, foram postergados de dezembro de 2025 para maio de 2026.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no
FII CACR11 há cinco anos, hoje você teria R$ 1.178,40, já considerando o reinvestimento dos
dividendos mensais. A simulação também aponta que o
Ifix teria retornado R$ 1.376,20 nas mesmas condições.