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TRX Real Estate (TRXF11) voltou às compras, após semanas revendo seu plano de expansão e cancelando negócios. O movimento, porém, não reduziu a desconfiança do mercado e aprofundou a queda do fundo na Bolsa.
🏢 O FII (Fundo de Investimento Imobiliário) fechou um acordo de R$ 340,25 milhões para adquirir dois ativos corporativos em São Paulo, com um total de 20,4 mil metros quadrados de área bruta locável:
- o Imóvel Morumbi, situado na região da Chucri Zaidan;
- 10 lajes corporativas do Imóvel Thera, entre a Berrini e a Vila Olímpia.
De acordo com o TRXF11, o negócio visa ampliar a exposição a ativos corporativos de elevada qualidade, boa localização e perspectivas de mercado favoráveis em São Paulo.
O FII explicou que os imóveis estão em locais que vêm apresentando redução consistente de vacância e crescente absorção de áreas corporativas. Além disso, já contam com locatários relevantes, como Sony, CEVA, Ri Happy, Einstein e Avenida. Por isso, podem contribuir com a geração de receitas recorrentes e a diversificação do seu portfólio.
Com isso, o fundo ainda tenta aproveitar o momento positivo do mercado de lajes corporativas, que tem apresentado uma retomada da demanda, mas ainda opera com preços descontados em determinados locais.
"A operação está alinhada à estratégia do TRXF11 de investir em ativos imobiliários geradores de renda recorrente, localizados em mercados líquidos e com potencial de valorização, buscando combinar previsibilidade de fluxo de caixa, qualidade dos ativos e geração de valor no longo prazo para os cotistas", afirmou.
Mercado reage mal
Apesar dos argumentos apresentados pelo TRXF11, o mercado reagiu mal à nova investida do fundo.
📉 As cotas do FII caem mais de 2% na B3 nesta segunda-feira (14) e chegaram a ser negociadas abaixo dos R$ 71 na mínima do dia.
Com isso, o papel passou a registrar uma desvalorização de 9% apenas em setembro e de quase 15% no acumulado em 12 meses.
O TRXF11 vive momentos difíceis na Bolsa desde o início de agosto, quando anunciou a intenção de captar até R$ 10 bilhões em uma
nova emissão de cotas para bancar um novo ciclo de expansão.
A oferta é a maior oferta já vista no mercado brasileiro de
fundos imobiliários e pode fazer do TRXF o maior FII da B3. Porém, foi mal recebida pelo mercado, pois é restrita a investidores profissionais e saiu abaixo do valor patrimonial, o que pode levar à diluição dos atuais cotistas.
Diante da reação negativa do mercado, o TRXF11 chegou a
cancelar negócios, como a compra de lajes corporativas do chamado "prédio do Google", na Faria Lima, São Paulo. O FII ainda anunciou a
venda de um imóvel ocupado por um laboratório da
Dasa (DASA3), na Vila Mariana, São Paulo, por R$ 77 milhões.
Apesar disso, o TRXF11 pretende usar os recursos da nova emissão de cotas para financiar parte das últimas aquisições: a parcela inicial do Imóvel Thera será paga na data de encerramento da emissão, no valor de R$ 95,3 milhões.
A conclusão do negócio, porém, ainda depende do cumprimento de determinadas condições, incluindo as aprovações usuais a esse tipo de operação, assim como a anuência dos cotistas dos fundos vendedores e dos detentores de CRIs que têm os imóveis como garantia.