A inflação oficial brasileira recuou -0,32% em agosto de 2026, refletindo um alívio nos preços da energia, dos combustíveis e dos alimentos. Tamanha deflação só reforça um ciclo de cortes da
taxa Selic mais consistente e, por isso, os rendimentos no Tesouro Direto estão em queda livre.
A estratégia mais arrojada na
renda fixa, que consiste em se travar com juros compostos elevados e lucrar na marcação a mercado quando as taxas caem, já começa a dar frutos relevantes, especialmente quanto maior for o prazo de vencimento.
Logo, o
Tesouro Renda+ 2065 acumula valorização de quase +5% só nas últimas 24 horas, com seu preço unitário saltando de R$ 183,34 na véspera para os atuais R$ 192,09. Em compensação, seu rendimento cedeu de IPCA+ 7,18% ao ano para IPCA+ 7,07% ao ano.
De modo semelhante, o
Tesouro IPCA+ 2050 teve lucro próximo de +2% na marcação a mercado no mesmo intervalo de tempo, com preço unitário oscilando de R$ 888,09 para R$ 903,63. Já a remuneração do título público indexado à inflação cambaleou de IPCA+ 7,29% ao ano para IPCA+ 7,21% ao ano.
Praticamente, o mercado financeiro dá como certo que a taxa Selic cairá dos atuais 14% ao ano para 13,75% ao ano na próxima decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), no dia 16 de setembro de 2026.
Até o final do ano, espera-se que a taxa básica de juros se estabilize em 13,25% ao ano ou 13% ao ano, conforme as mais recentes negociações de Opções de Copom no ambiente da
B3 (B3SA3).