O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do
Banco Master, deveria ter prestado depoimentos à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no último dia 9 de setembro, mas o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), adiou as oitivas do presidiário que aconteceriam no Complexo da Papudinha, em Brasília. A defesa conseguiu atrasar os depoimentos, alegando falta de acesso aos detalhes do processo.
Sobre os inquéritos envolvendo produtos de
renda fixa, a CVM busca respostas de Vorcaro no tocante a operações de
fundos de investimento dentro do conglomerado do Banco Master, em que se compraram notas comerciais e
CRIs pelos fundos City 02 FIDC, City FIDC, Máxima FIM Crédito Privado 2, MN I FIDC e ST 1001 FIDC.
As notas comerciais são títulos de crédito privado em que empresas captam dinheiro diretamente dos investidores em troca de juros compostos mais atrativos que o Tesouro Direto, mas sem a garantia do
FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Há menos rigor nas emissões de notas comerciais do que ocorre com as
debêntures, por exemplo.
Já os
CRIs são títulos de renda fixa isentos, que acabam atraindo o interesse tanto de fundos quanto de pessoas físicas, justamente pelo incentivo fiscal. O foco do produto é financiar projetos ligados ao mercado imobiliário.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Ambipar (AMBP3) há cinco anos, hoje você teria R$ 22,50, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 1.638,10 nas mesmas condições.