Ibovespa tomba 0,56% com bancos e Petrobras (PETR4) no vermelho

O principal índice da B3 caiu 0,56% com risco político do caso Master atingindo Flávio Bolsonaro, mas fechou a semana em alta de 1,11%.

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Publicado em 11/09/2026 às 17:54h Publicado em 11/09/2026 às 17:54h por Matheus Silva
O dólar encerrou o dia a R$ 5,12, com alta de 0,44% (Imagem: Shutterstock)
O dólar encerrou o dia a R$ 5,12, com alta de 0,44% (Imagem: Shutterstock)
📉 O Ibovespa (IBOV) voltou ao campo negativo no último pregão da semana, pressionado pela intensificação do risco político em torno do caso Master, que voltou a atingir o candidato Flávio Bolsonaro (PL)
Nesta sexta-feira (11), o principal índice da bolsa brasileira fechou com queda de 0,56%, aos 187.206,89 pontos. Na semana, o IBOV acumulou saldo positivo de 1,11%.
O dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,1254, com alta de 0,44%. No acumulado semanal, a moeda teve leve desvalorização de 0,11%.
Os investidores mantiveram o foco no cenário eleitoral após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, determinar que o ministro André Mendonça retire, em até 24 horas, o sigilo de todos os documentos relacionados às investigações do caso Master.
A medida acendeu o alerta para a possibilidade de novas revelações sobre o escândalo envolvendo o filme "Dark Horse", episódio que atinge diretamente o senador Flávio Bolsonaro, hoje considerado favorito pelo mercado e numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas.
"O nome de Flávio estar conectado a essas investigações pode prejudicá-lo nas próximas pesquisas eleitorais e, com certeza, os desdobramentos desse caso e da crise do STF podem afetar o mercado. Já vimos o senador derreter nas pesquisas após o seu envolvimento com Vorcaro", afirmou Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital. 
O mercado aguarda ainda a divulgação da nova pesquisa Datafolha sobre intenção de voto para a Presidência.

Minerva sobe 3,77% e rompe R$ 4

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada pela Minerva (BEEF3), que subiu 3,77%, a R$ 4,13, estendendo os ganhos da véspera e rompendo a marca de R$ 4 pela primeira vez desde maio. Do lado oposto, a Hapvida (HAPV3) puxou as perdas, com queda de 8,06%, a R$ 6,73.
As blue chips também fecharam o pregão no campo negativo. A Petrobras (PETR4) interrompeu a sequência de ganhos na esteira do desempenho do petróleo. A PETR3 caiu 0,22%, a R$ 54,52, enquanto a PETR4 avançou 0,24%, a R$ 49,00, sendo a ação mais negociada da B3 no dia.
O setor bancário perdeu força, com o IFNC (Índice Financeiro) recuando 0,44%, puxado pelo Banco do Brasil (BBAS3), que caiu 1,36%, a R$ 22,49. 
A Vale (VALE3), que responde por 11% da participação no índice, teve leve baixa de 0,04%, a R$ 78,20.
Na semana, a SLC Agrícola (SLCE3) foi a maior alta do índice, enquanto a Direcional (DIRR3) registrou o pior desempenho entre os componentes.

Wall Street sobe com alívio do petróleo

Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street subiram nesta sexta-feira com o alívio nos preços do petróleo, apesar de os dados de inflação reforçarem a aposta de alta de juros pelo Federal Reserve na reunião da próxima semana. 
O Dow Jones avançou 0,98%, aos 52.573,29 pontos; o S&P 500 subiu 0,86%, aos 7.656,98 pontos; e o Nasdaq ganhou 0,96%, aos 26.333,035 pontos.
Na semana, porém, o saldo foi negativo para os três principais índices americanos, pressionados pelos rendimentos dos Treasuries e pela alta do petróleo. O Dow Jones caiu 1,5%, o S&P 500 recuou 0,70% e o Nasdaq cedeu 0,60%.
📊 Na Europa, os mercados fecharam em alta na recuperação de perdas anteriores, com o Stoxx 600 subindo 0,49%, aos 639,10 pontos. Na Ásia, os índices terminaram em queda, com o Nikkei, do Japão, recuando 1,93%, aos 64.011,34 pontos, e o Hang Seng, de Hong Kong, cedendo 0,60%, aos 24.850,63 pontos.