Quem acompanha o mercado financeiro nos últimos tempos sabe bem que a
Braskem (BRKM5) está longe de seus tempos áureos e que a
Petrobras (PETR4), dona de 36% da petroquímica e de 47% do capital votante
BRKM3, tem um baita abacaxi nas mãos. Nesta quinta-feira (23), a estatal lançou o seu movimento.
A petroleira formalizou ao mercado sua opção pelo não exercício aos seus Direitos de Preferência (dada a decisão da ex-Odebrecht em vender sua fatia na Braskem) e de Tag Along (100%) previstos no Acordo de Acionistas vigente da
BRKM5.
Logo, houve uma troca de forças no controle acionário da Braskem, que na década passada era a joia da indústria petrolífera mundial. Pelo Acordo de Acionistas anterior, se a antiga Odebrecht quis vender sua posição na Braskem, era a Petrobras quem tinha o direito de comprar antes de qualquer outra empresa ou entidade.
Sim, um novo Acordo de Acionistas da Braskem foi assinado nesta data entre a Petrobras e o Shine I FIP para promover um aperfeiçoamento da governança e o controle compartilhado entre a Petrobras e o fundo de investimento sobre a
BRKM5.
Por sua vez, o novo Acordo de Acionistas será encaminhado para a Braskem, para adoção das providências cabíveis, e entrará em vigor tão logo seja concluída a transferência de ações para o Shine I FIP. Apenas 15% do capital social da Braskem está nas mãos de investidores individuais na bolsa de valores.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Braskem (BRKM5) há dez anos, hoje você teria R$ 448,30, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.690,20 nas mesmas condições.