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Raízen (RAIZ4) informou que protocolou seu Plano de Recuperação Extrajudicial no âmbito do processo em andamento na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. O plano busca reestruturar uma dívida financeira de R$ 64,7 bilhões e já conta com adesão de 75,45% dos credores.
Segundo a companhia, o apoio inclui detentores de títulos internacionais, títulos locais e bancos, atendendo aos requisitos previstos na Lei de Recuperação Judicial e Falências. A adesão foi alcançada antes do prazo de 90 dias previsto na legislação.
De acordo com a Raízen, a reestruturação tem como objetivo reorganizar as necessidades de liquidez de curto e médio prazo, reduzir a alavancagem financeira e preservar a continuidade operacional da companhia. A empresa afirmou ainda que espera aliviar o fluxo de caixa nos próximos anos.
"O Plano representa uma solução abrangente para a reestruturação do endividamento financeiro do Grupo Raízen, tendo como objetivo equacionar as necessidades de liquidez de curto e médio prazo e estabelecer uma estrutura de capital sustentável no longo prazo", diz o comunicado.
A companhia ressaltou que a recuperação extrajudicial possui escopo exclusivamente financeiro e não afeta obrigações com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros comerciais, que continuarão sendo cumpridas normalmente.
Sobre o plano de recuperação
O plano prevê diferentes alternativas para os credores, incluindo a substituição de dívidas por novos instrumentos financeiros e a conversão de parte dos créditos em participação acionária da companhia.
Entre as medidas anunciadas, está um aumento de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, além da possibilidade de aporte adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações S.A., ligada à família de Rubens Ometto, acionista controlador da
Cosan (CSAN3).
A proposta também estabelece a conversão de 45% dos créditos reestruturados em participação acionária por meio de Units compostas por ações ordinárias e preferenciais da Raízen, ao preço de emissão de R$ 0,50 por Unit.
Já os 55% restantes poderão ser substituídos, refinanciados ou aditados por novos títulos de dívida. Além disso, o plano contempla medidas estruturais adicionais, como segregação de ativos, avanço na agenda de desinvestimentos e reorganizações societárias.
Também foram incluídas opções de pagamento com deságio e mecanismos de antecipação em dinheiro para credores de menor valor, respeitando o limite agregado de aproximadamente R$ 150 milhões.