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Azul (AZUL3) poderá reduzir sua oferta de voos diante da alta nos preços dos combustíveis de aviação provocada pela escalada das tensões no Oriente Médio. A sinalização foi feita pelo CEO da companhia, John Rodgerson, que afirmou que o aumento dos custos pode obrigar a empresa a rever parte de sua malha aérea nos próximos meses.
Segundo o executivo, o impacto do combustível sobre as operações das companhias aéreas é significativo e tende a pressionar ainda mais o setor em um cenário de petróleo mais caro.
“Quando fizemos os cortes iniciais, pensávamos que a guerra já teria terminado. Mas ela continua, então vamos seguir reduzindo algumas frequências quando houver oportunidade, para garantir que estamos operando apenas os voos que fazem sentido”, disse Rodgerson em entrevista para a agência de notícias Reuters.
Azul e o 1º trimestre de 2026
A Azul encerrou o 1º trimestre de 2026 com prejuízo líquido ajustado de R$ 44,4 milhões, resultado inferior às perdas registradas no mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela demanda mais forte por viagens, avanço das receitas auxiliares e melhorias operacionais em diferentes frentes do negócio.
Entre janeiro e março, a receita operacional da empresa alcançou R$ 5,5 bilhões, o que representa crescimento de 1,4% na comparação anual. Já o Ebitda somou R$ 1,7 bilhão no período, avanço de 22,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Com isso, a margem Ebitda subiu 5,4 pontos percentuais, chegando a 31,1%.
A aérea também apresentou redução nas despesas relacionadas ao combustível. O preço médio por litro caiu 10,7%, para R$ 3,91, enquanto o consumo total recuou 4,5% nos três primeiros meses do ano.