Ibovespa (IBOV) cai pela 4ª vez seguida com comunicado ambíguo do Copom

O índice recuou 0,10% nesta quinta (18), aos 168.277 pontos, sob reflexo do tom incerto adotado pelo Copom.

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Publicado em 18/06/2026 às 17:59h Publicado em 18/06/2026 às 17:59h por Matheus Silva
O dólar comercial subiu 1,30%, fechando a R$ 5,17 (Imagem: Shutterstock)
O dólar comercial subiu 1,30%, fechando a R$ 5,17 (Imagem: Shutterstock)
📉 O Ibovespa (IBOV) encerrou esta quinta-feira (18) com queda de 0,10%, aos 168.277,55 pontos, na contramão dos mercados internacionais, pressionado pela incerteza gerada pelo comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. 
O dólar comercial subiu 1,30%, fechando a R$ 5,174, acumulando a quarta queda seguida do real. Os juros futuros subiram por toda a curva.
O Copom cortou a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, terceira redução consecutiva e em linha com o esperado pelo mercado, em decisão unânime. 
O ponto de atenção, porém, foi o comunicado que acompanha a decisão. Diferentemente das reuniões anteriores, o BC não acenou com nenhuma sinalização sobre os próximos passos, deixando em aberto se haverá novo corte ou uma pausa na reunião de 4 e 5 de agosto.
A reação dos DIs refletiu a leitura do mercado de que o comunicado foi mais dovish do que o esperado no combate à inflação, somada ao aumento das apostas de que o Federal Reserve subirá juros até o fim do ano.
Guilherme Viveiros, gestor de investimentos, destacou que a combinação entre um Fed mais duro, câmbio pressionado, curva de juros inclinada e BC local cauteloso cria "uma das melhores janelas de oportunidade para a renda fixa dos últimos anos."

Braskem afunda 9,92% e varejo pressiona o índice

A Braskem (BRKM5) foi o destaque negativo da sessão, com queda de 9,92%, diante da resistência de credores ao plano de reestruturação extrajudicial da companhia e de seu novo acionista controlador, o IG4 Capital. 
O varejo também pressionou o Ibovespa, com Magazine Luiza (MGLU3) caindo 4,85% e Lojas Renner (LREN3) recuando 2,98%, pressionadas pelos juros futuros mais altos. A B3 (B3SA3) recuou 2,05% após apresentação de plano estratégico.

Vale e Petrobras sobem

A Vale (VALE3) subiu 0,25% e a Petrobras (PETR4) avançou 0,65%, sustentando parte do índice. Os bancos fecharam mistos: o Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,57%, enquanto Bradesco (BBDC4) caiu 0,74%, Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 0,78% e Santander (SANB11) cedeu 0,81%.
Bancos, Vale e Petrobras respondem por cerca de 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Wall Street sobe com acordo EUA-Irã

Em Nova York, os principais índices fecharam em alta com o acordo entre EUA e Irã, assinado na véspera e que reabriu o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. 
O tom mais hawkish do Fed, com juros futuros mais altos nos EUA por mais tempo, pressionou moedas emergentes e inclinaram curvas de juros ao redor do mundo. O petróleo fechou abaixo de US$ 80 o barril. 
🥇 O ouro encerrou com forte queda. Na Europa, os índices fecharam mistos. Não há agenda relevante de indicadores na sexta-feira (19).