Vibra e Ultrapar sobem no radar do Morgan Stanley após margens recordes
O banco revisou suas projeções com base nos resultados do segundo trimestre, prevendo que a rentabilidade elevada deverá se manter.
A Vibra (VBBR3) publicou, na noite desta sexta-feira (15), o balanço do segundo trimestre de 2026. A companhia viu seu lucro líquido disparar no período, alcançando o patamar de R$ 2,35 bilhões.
O número representa um avanço de 700% em relação a um ano antes. O resultado é favorável também em termos ajustados, já que o salto neste caso foi de 365%, para R$ 2,29 bilhões, conforme informações do documento.
A empresa viu sua receita líquida crescer 26% entre abril e junho, fechando o período em R$ 57,4 bilhões. Já o Ebitda ficou em R$ 4,50 bilhões, com aceleração de 206%.
Leia mais: Petrobras (PETR4) descobre petróleo na Margem Equatorial; confira
No documento, a companhia ressaltou que as margens da rede de postos de combustíveis foram cruciais para o aumento. Além disso, houve maior eficiência na gestão do capital de giro, conforme destacou o comunicado.
A diretoria também comemorou que conseguiu reduzir o custo de sua dívida por meio de operações de liability management. Desta forma, o custo médio saiu de CDI + 0,66% para CDI + 0,22% ao ano, além de o prazo ter sido aumentado de 4,3 para 5,1 anos.
"A Vibra inicia o segundo semestre ainda mais forte. Para nossa Rede e clientes B2B, garantimos o suprimento em um contexto desafiador, reforçando nossa posição como parceiro de longo prazo e distribuidora de referência. Para nossos acionistas, crescemos o negócio ao mesmo tempo em que reduzimos a alavancagem, preservando a distribuição de proventos. Para o País, seguimos cumprindo nosso papel em um setor essencial à segurança energética nacional. Essas são as bases que permitirão a continuidade da nossa trajetória de crescimento nos próximos ciclos”, escreveu o CEO Ernesto Pousada.
Além dos números favoráveis, os investidores têm outro motivo para comemorar. A companhia liberou R$ 499 milhões em proventos.
O valor será pago como JCP (Juros sobre Capital Próprio) no dia 14 de novembro. Na divisão por ação, o cálculo ficou em R$ 0,41, ainda de acordo com a companhia.
Para ter direito ao provento, é preciso ter ações da companhia no fim do dia 21 de novembro. A partir do dia seguinte, os papéis serão negociados como ‘ex-JCP’.
Anteriormente, a companhia já havia anunciado um pagamento de R$ 558,2 milhões. Com o novo comunicado, o desembolso total no 2T26 será de R$ 952 milhões.
O banco revisou suas projeções com base nos resultados do segundo trimestre, prevendo que a rentabilidade elevada deverá se manter.
O provento será pago a quem tiver ações da Vibra em 22 de junho. No dia 23, os papéis passam a ser negociados "ex-proventos".