Cosan (CSAN3) anuncia saída da Bolsa de Nova York e fecha subsidiária

Companhia também prepara mudanças na diretoria e busca simplificar sua estrutura.

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Publicado em 15/08/2026 às 11:07h Publicado em 15/08/2026 às 11:07h por Wesley Santana
CSAN3 é uma das empresas mais endividadas da bolsa de valores brasileira (Imagem: Reprodução/Facebook)
CSAN3 é uma das empresas mais endividadas da bolsa de valores brasileira (Imagem: Reprodução/Facebook)

Como parte de um esforço para simplificar a operação, a Cosan (CSAN3) informou que deve deixar o mercado norte-americano de ações. A empresa vai retirar os ADRs que são negociados na Bolsa de Nova Iorque.

Embora a empresa seja listada na B3, parte das ações circula diretamente nos Estados Unidos. Depois do anúncio, esses títulos caíram cerca de 3,5%, embora a empresa não tenha divulgado quando o movimento será concluído.

Outra decisão tomada pela companhia foi a de fechar uma das subsidiárias, a Radar II Propriedades Agrícolas. A empresa detém participações em imóveis rurais que são administrados pelo Grupo Radar.

Com a extinção da marca, a própria Cosan deve assumir o patrimônio da empresa, que está avaliado em mais de R$ 2,5 bilhões. A ideia é que a mudança diminua os custos e elimine estruturas intermediárias.

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Já em relação aos seus executivos, a companhia informou que o diretor financeiro e de relações com investidores, Rafael Bergman, e a vice-presidente jurídica, Maria Rita de Carvalho Drummond, deixarão seus cargos. José Cezário Menezes de Barros Sobrinho (ex-Vamos) foi escolhido para o cargo de CFO, enquanto a área jurídica deve ir para o escopo do novo contratado.

As mudanças acontecem no momento em que a companhia tenta entregar mais valor aos acionistas, que não estão muito felizes. Desde o começo do ano, a companhia perdeu quase 40% em valor de mercado.

Atualmente, as ações são negociadas na B3 na casa de R$ 3,30, somando um valuation de R$ 13,1 bilhões. Em 2021, a marca chegou a ter um valuation quase 10 vezes maior que esse.

Parte dessa queda está relacionada às dívidas da companhia, que consomem boa parte do capital. No último relatório divulgado, a alavancagem passa de R$ 9 bilhões.