IBOV sobe 4,71% na semana pré-eleição e só 8 ações escapam do rali; veja os destaques

A Hapvida disparou quase 25% na semana após contratar bancos para estudar venda de hospitais, enquanto o Ibovespa subiu 4,71%.

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Publicado em 03/10/2026 às 09:37h Publicado em 03/10/2026 às 09:37h por Matheus Silva
Apenas oito ações do Ibovespa fecharam a semana no campo negativo (Imagem: Shutterstock)
Apenas oito ações do Ibovespa fecharam a semana no campo negativo (Imagem: Shutterstock)
🚀 O Ibovespa (IBOV) fechou a semana anterior ao primeiro turno com um avanço importante, impulsionado por investidores que aproveitaram os últimos pregões para se posicionar, inclusive por meio do mercado de opções.
O principal índice da bolsa brasileira acumulou valorização de 4,71% entre 28 de setembro e 2 de outubro e encerrou o último pregão aos 192.114,55 pontos. Em setembro, o índice já havia subido 5,03%, no segundo melhor desempenho mensal de 2026.
No câmbio, o movimento foi em direção oposta. O dólar à vista encerrou a sexta-feira (2) cotado a R$ 5,21, com alta acumulada de 0,67% na semana.
No front eleitoral, as pesquisas continuaram mostrando uma corrida apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), sem um favorito definido. 
Os mercados preditivos, que são proibidos no Brasil, apontavam vantagem para o senador, cenário que os agentes financeiros enxergam como capaz de desencadear uma reação positiva nos ativos brasileiros caso se confirme.
A semana também trouxe números robustos sobre o emprego. A taxa de desemprego recuou para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, o menor patamar para o período desde o início da série histórica, em 2012, com o número de pessoas ocupadas atingindo recorde. O Caged, por sua vez, registrou a abertura de 165.827 vagas formais em agosto, o melhor resultado em cinco meses.

Payroll fraco nos EUA adiou a aposta de alta de juros para dezembro

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries seguiram em trajetória ascendente e alcançaram as máximas em 24 anos, refletindo as incertezas geopolíticas e a perspectiva de juros elevados por um período mais longo.
No campo da inflação, o PCE, indicador preferido do Federal Reserve, avançou 0,3% em agosto, de acordo com o Bureau of Economic Analysis, abaixo da projeção de 0,4%. No acumulado de 12 meses, o índice marcou 3,4%, ainda distante da meta de 2% perseguida pelo banco central americano.
O dado que mais mexeu com as expectativas, porém, foi o payroll. O relatório mostrou a criação de apenas 29 mil vagas em setembro, número bem inferior ao esperado, e a taxa de desemprego subiu de 4,1% para 4,2%. Diante disso, o mercado empurrou a expectativa de alta de juros de outubro para dezembro. 
Na sexta-feira, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava cerca de 78% de probabilidade de manutenção das taxas entre 3,75% e 4,00% ao ano na reunião de outubro, enquanto a chance de uma elevação de pelo menos 25 pontos-base em dezembro superava 80%.

Hapvida dispara quase 25% com plano de venda e aluguel de hospitais

Entre as ações do Ibovespa, a Hapvida (HAPV3) teve o melhor desempenho da semana, com valorização de quase 25%, embalada pela expectativa de melhora operacional. 
Segundo informações divulgadas pela imprensa, a operadora de saúde contratou o BTG Pactual e a XP para estudar uma operação de sale-leaseback com parte de seus hospitais.
Nesse formato, a companhia venderia os imóveis hospitalares a investidores e seguiria operando as unidades por meio de contratos de locação de longo prazo. A transação poderia levantar até R$ 1,5 bilhão, embora as conversas ainda estejam em fase inicial.
Do lado negativo, o Santander (SANB11) registrou o pior resultado da semana, com a ação retornando ao patamar anterior ao anúncio da OPA. No acumulado de 2026, o banco tem o desempenho mais fraco entre os pares do setor financeiro, com o mercado já precificando uma possível saída das units da bolsa brasileira.

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