Finalmente os investidores de
renda fixa com estratégia mais arrojada se viram recompensados, já que teve título público negociado no
Tesouro Direto pagando mais de 8% ao mês durante o decorrer de setembro de 2026.
Coincidentemente, o mês foi atravessado por uma decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), oportunidade que o Banco Central teve para cortar a
taxa Selic de 14% ao ano para os atuais 13,75% ao ano.
Se por um lado isso quer dizer que o famoso
Tesouro Selic 2031 passa a render um pouco menos, na outra ponta, os rentistas que haviam se travado com condições de
juros compostos maiores que os níveis atuais em títulos públicos de longo prazo já colhem bons frutos.
Para exemplificar nitidamente a gangorra na renda fixa brasileira, nada é melhor do que acompanhar o desempenho do
Tesouro Renda+ 2065, o qual apresenta o maior prazo de vencimento disponível. Os dados da plataforma do governo apontam que esse título de aposentadoria extra rendeu 8,36% ao mês durante setembro de 2026.
Afinal de contas, o
Tesouro Renda+ 2065 viu os seus juros compostos recuarem da região de
IPCA+ 7,20% ao ano no início do mês para o atual patamar de
IPCA+ 6,88% ao ano. Diga-se de passagem, trata-se da menor taxa oferecida pelo governo brasileiro desde meados de abril.
Por sua vez, o título público com liquidez diária, o
Tesouro Selic 2031, ainda conseguiu render levemente acima do cobiçado 1% ao mês que os rentistas tanto procuram no mundo dos juros compostos. Todavia, a continuidade do ciclo de cortes da taxa básica de juros deve em breve encerrar tamanha mordomia.