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Compass (PASS3) registrou lucro líquido de R$ 382,2 milhões no primeiro trimestre do ano (
1T26), recuo de -9% ante igual período de 2025, conforme resultados publicados nesta quarta-feira (13). A menor lucratividade se deve ao maior resultado financeiro e maior depreciação com novos projetos em operação.
Já o Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) foi de R$ 1,32 bilhão no 1T26, crescimento de +2% na comparação anual, considerando maiores volumes com melhor mix no segmento de distribuição e pela expansão do
gás on-grid.
A receita operacional líquida da
PASS3 totalizou R$ 3,16 bilhões no 1T26, queda de -25% na comparação anual, apesar do início das novas operações do GNL B2B off-grid (gás natural negociado para empresas), provenientes da planta de biometano.
Só em investimentos, a Compass desembolsou R$ 400 milhões no 1T26, aumento de +9% na base anual, sobretudo para a expansão das operações de distribuição conforme planos regulatórios. A empresa atende 3,6 milhões de clientes e ostenta 28 mil quilômetros de extensão da sua
rede de gás natural.
A dívida líquida da companhia somava R$ 11,1 bilhões ao final do 1T26, acima do saldo devedor de R$ 10,4 bilhões no final de 2025. Por sua vez, o custo da dívida consolidada era de
100,70% do CDI, com prazo médio de 5,5 anos.
No período, a Compass pegou emprestado de
investidores de renda fixa cerca de R$ 2,6 bilhões via emissão de
debêntures de longo prazo em suas subsidiárias
Comgás (CGAS5), Edge e Compagas, sendo parte dos recursos utilizada para Liability Management (Gestão de Passivos).