Banco do Brasil (BBAS3) vai surpreender no 1T26 ou é melhor ficar com o pé atrás?

Analistas se debruçam para estimar quanto será o lucro líquido e as taxas dos indicadores fundamentalistas.

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Publicado em 12/05/2026 às 15:07h Publicado em 12/05/2026 às 15:07h por Lucas Simões
BBAS3 ainda terá resultados apertados no início de 2026, segundo BTG Pactual (Imagem: Shutterstock)
BBAS3 ainda terá resultados apertados no início de 2026, segundo BTG Pactual (Imagem: Shutterstock)
Os resultados do Banco do Brasil (BBAS3) referentes ao primeiro trimestre do ano (1T26) são um dos mais aguardados pelos investidores nesta semana, com mais de 100 empresas listadas na B3 apresentando números. Será que dá para se animar com o balanço que sai no dia 13 de maio de 2026?
Para começar, nem a própria gestão da estatal espera que o desempenho neste início de 2026 fuja muito de uma situação de aperto, já que a instituição financeira ainda segue bastante cautelosa quanto à sua carteira de crédito, especialmente os financiamentos direcionados aos produtores rurais.
Daí, não é de se admirar que os analistas do BTG Pactual também projetem uma recuperação mais lenta para BBAS3, inclusive reduzindo o preço-alvo de R$ 26 para R$ 25 por ação nos próximos 12 meses, considerando que o dinheiro provisionado pelo banco estatal em 2026 alcançará R$ 64,7 bilhões, saldo +113% superior ao próprio guidance (projeção financeira) do Banco do Brasil.
O lucro líquido da instituição financeira no 1T26 é esperado em R$ 3,5 bilhões, o que atestaria queda de -53% na comparação com o mesmo período de 2025, além de o indicador fundamentalista ROE baixar para 7,40% (bem abaixo da taxa média de 13,55% do BBAS3, conforme dados do Investidor10).
"Considerando nossa prévia de lucro líquido para o 1T26 e um segundo trimestre ainda com inércia negativa, acreditamos que o piso do guidance para BBAS3 já se tornou, na prática, o teto. Nossas estimativas já estão ligeiramente abaixo desse nível, mesmo assumindo uma alíquota efetiva de imposto mais favorável ao longo do ano", destaca o time de analistas do BTG Pactual, em relatório. 
Diante das projeções para o 1T26, analistas consideram que as ações do Banco do Brasil não estão uma "pechincha" em 2026, mesmo com o indicador Preço Sobre Valor Patrimonial (P/VP) ao redor de 0,7 (bem inferior ao valor justo 1), visto que o ROE da estatal não passará de 10% ao final do ano, bem como o seu dividend yield deve ficar ao redor de 4% (inferior à média histórica de 6%). 
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em Banco do Brasil (BBAS3) há 12 meses, hoje você teria R$ 753,67, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o Ibovespa teria retornado R$ 1.331,35 nas mesmas condições.