Daí, não é de se admirar que os analistas do BTG Pactual também projetem uma recuperação mais lenta para
BBAS3, inclusive reduzindo o preço-alvo de R$ 26 para R$ 25 por ação nos próximos 12 meses, considerando que o dinheiro provisionado pelo banco estatal em 2026 alcançará R$ 64,7 bilhões, saldo +113% superior ao próprio guidance (projeção financeira) do Banco do Brasil.
O lucro líquido da instituição financeira no 1T26 é esperado em R$ 3,5 bilhões, o que atestaria queda de -53% na comparação com o mesmo período de 2025, além de o
indicador fundamentalista ROE baixar para 7,40% (bem abaixo da taxa média de 13,55% do
BBAS3, conforme dados do
Investidor10).
"Considerando nossa prévia de lucro líquido para o 1T26 e um segundo trimestre ainda com inércia negativa, acreditamos que o piso do guidance para BBAS3 já se tornou, na prática, o teto. Nossas estimativas já estão ligeiramente abaixo desse nível, mesmo assumindo uma alíquota efetiva de imposto mais favorável ao longo do ano", destaca o time de analistas do BTG Pactual, em relatório.
Diante das projeções para o 1T26, analistas consideram que as ações do Banco do Brasil não estão uma "pechincha" em 2026, mesmo com o indicador
Preço Sobre Valor Patrimonial (P/VP) ao redor de 0,7 (bem inferior ao valor justo 1), visto que o
ROE da estatal não passará de 10% ao final do ano, bem como o seu
dividend yield deve ficar ao redor de 4% (inferior à média histórica de 6%).
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Banco do Brasil (BBAS3) há 12 meses, hoje você teria R$ 753,67, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 1.331,35 nas mesmas condições.