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Eneva (ENVE3) reportou lucro líquido de R$ 522,7 milhões no primeiro trimestre do ano (
1T26), salto de +36% ante igual período de 2025, conforme resultados publicados nesta quarta-feira (13).
Só que o recorde da
companhia elétrica veio do Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização), que somou 1,69 bilhão no 1T26, avanço de +10,7% na comparação anual, mesmo diante do encerramento dos contratos regulados das usinas termoelétricas no Espírito Santo.
Para os administradores da
ENEV3, a melhora operacional se deve à venda de Gás Off-grid, além do aproveitamento de oportunidade no mercado de gás de botijão, além do início de contratos regulados em 2021.
A receita operacional líquida da Eneva totalizou R$ 1,68 bilhão no 1T26, avanço de +5,9% na base anual, embora o resultado financeiro líquido apresentasse piora de R$ 178,4 milhões no 1T26, por conta de variação cambial sobre o passivo em dólar do arrendamento mercantil de ativo em Sergipe.
Já a geração de caixa total da empresa foi de R$ 851,4 milhões no 1T26, inferior ao saldo de R$ 899,5 milhões há um ano, consolidando caixa livre de R$ 3,5 bilhões no período.
A dívida bruta consolidada somava R$ 21,9 bilhões ao final do 1T26, superior ao saldo devedor de R$ 19,6 bilhões no final de 2025, sendo 85% indexada à média de
IPCA+ 5,30% ao ano e 15% atrelada à taxa média de
CDI+ 1,30% ao ano.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Eneva (ENEV3) há dez anos, hoje você teria R$ 8.708,90, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.418,60 nas mesmas condições.