2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
Começou a funcionar, nesta segunda-feira (11), o Tesouro Reserva, uma nova modalidade de títulos públicos. O formato chama atenção dos investidores pois promete mudar a maneira como se aplica no Tesouro Direto até agora.
A primeira grande diferença é que o Tesouro Reserva vai permitir investimentos a qualquer momento do dia, nas 24 horas. Por isso, os aportes contam com liquidez imediata, se aproximando dos CDBs de bancos, que já disponibilizam essa função.
Além disso, os investidores poderão escolher qual o valor de seus aportes, com valores que começam em R$ 1. Até agora, não há limite de compras de títulos, portanto, qualquer quantia poderá ser aplicada.
O Tesouro Reserva tem rendimento diário e segue a performance da taxa Selic, que hoje está no patamar de 14,5% ao ano. Com isso, R$ 1 mil investidos hoje gerariam um crédito adicional de R$ 1,3 mil no final de um ano, caso o indicador se mantenha como está hoje, descontado o Imposto de Renda.
Neste primeiro momento, a função está disponível apenas no Banco do Brasil, mas a B3 promete estender a cobertura para outros bancos e corretoras de investimentos. O Tesouro Reserva passou por um momento de testes e agora funciona oficialmente para qualquer investidor, conforme destacou a organizadora da bolsa de valores.
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“Seu dinheiro rende 100% da Selic e você pode sacar a qualquer momento, com a segurança do Tesouro Direto, o jeito mais seguro de guardar dinheiro. A aplicação é feita no Banco do Brasil e conta com a garantia do Tesouro Nacional”, diz a Secretária do Tesouro Nacional.
A nova categoria surgiu como uma aposta do governo para fazer frente aos títulos bancários que são usados em maior escala para reserva de emergência. Passando a ter as mesmas regras dos CDBs, se torna uma opção para que os investidores guardem o dinheiro que será usado em casos de urgência.
“É uma revolução no mercado financeiro 24 horas, sete dias por semana. Nunca tivemos isso”, afirma Felipe Paiva, diretor de relacionamento com clientes e pessoas físicas da B3. “É solução para milhões de brasileiros terem investimentos e melhorarem sua educação financeira.”
É importante destacar que, apesar da liquidez imediata, os valores que forem retirados antes de 30 dias sofrem incidência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Esse tributo segue uma tabela diária, que zera no fim do primeiro mês, mas pode cortar todo o rendimento obtido na aplicação.
Além disso, há uma taxa de custódia de 0,2% paga à B3, que é quem organiza a operação do Tesouro Direto. No entanto, os saldos superiores a R$ 10 mil ficam isentos deste valor, conforme destaca a companhia.
Mesmo com o lançamento, o Tesouro continua mantendo os títulos tradicionais que já circulam no mercado há anos. Os investidores podem escolher entre produtos prefixados, atrelados à Selic ou à inflação oficial, medida pelo IPCA.
Nos últimos anos, o Tesouro também lançou o Tesouro RendA+, com vencimento para 40 anos, indicado para quem planeja a aposentadoria, e o Tesouro Educa+, datado para 18 anos, com foco nos gastos com educação.
“Anualmente, o Tesouro Direto revisa a lista de títulos disponíveis para investimento. Essa atualização pode incluir novos títulos e retirar outros, o que pode surpreender quem investe regularmente. O rol de títulos representa os papéis disponíveis para negociação no programa, ou seja, os que podem ser comprados em determinado momento”, diz a pasta.
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