Além de receberem a amortização (a devolução do principal emprestado) nas respectivas datas de vencimento, os debenturistas da Comgás contam com as distribuições de juros semestrais nos meses de março e setembro. O próximo pagamento já acontece no dia 15 de setembro de 2026 (terça-feira).
Estão em jogo o montante de R$ 137 milhões em juros semestrais, sendo R$ 33,9 milhões referentes à 14ª emissão de debêntures, ocasião em que a Comgás tomou emprestado R$ 1 bilhão dos investidores de
renda fixa em setembro de 2025, ao passo que a remuneração de R$ 103,1 milhões é destinada aos debenturistas da 15ª emissão, quando a captação foi de R$ 1,5 bilhão em março de 2026.
A 14ª emissão de debêntures da Comgas tem caráter de longo prazo e é separada em duas séries. Na primeira série, o vencimento ocorre em 15 de setembro de 2037, ao passo que a segunda série mantém o dinheiro travado até 15 de setembro de 2040.
Quando tais títulos de crédito privado isentos da cobrança de Imposto de Renda (IR) foram lançados nas prateleiras das corretoras de valores há 12 meses, a remuneração era de
IPCA+ 6,58% ao ano. Atualmente, a taxa indicativa é de
IPCA+ 7,55% ao ano, juros compostos equivalentes (gross-up) a se o
Tesouro IPCA+ 2040 pagasse
IPCA+ 8,88% ao ano.
Já a 15ª emissão de debêntures da Comgas vence relativamente no curto prazo, no dia 15 de março de 2029. No momento, sua taxa indicativa é de DI+ 0,75% ao ano, equivalente a um
CDB (Certificado de Depósito Bancário) pagando
117% do CDI no mesmo prazo.
Embora os rendimentos oferecidos pelos títulos de dívida da Comgás sejam mais atrativos que a maioria das taxas presentes no
Tesouro Direto ou mesmo em
CDBs,
LCAs e
LCIs, vale mencionar que o dinheiro aplicado em
debêntures não tem a proteção do
FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Logo, o debenturista assume o risco de calote da empresa emissora, que é bem superior ao governo brasileiro.