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Petrobras (PETR4) reportou uma produção média de petróleo e gás natural recorde de 3,23 milhões de barris diários durante o primeiro trimestre do ano (
1T26), conforme relatório de produção e vendas divulgado nesta quinta-feira (30).
Dessa maneira, a estatal cresceu em +3,7% sua produção média de petróleo e derivados neste início de 2026 na comparação com o final de 2025, fora a expansão de +16,1% na base anual. A Petrobras incorporou à operação 10 novos poços produtores no 1T26, sendo 7 na Bacia de Campos e 3 na Bacia de Santos.
O início produtivo (ramp-up) dos navios-plataformas P-78, no campo de Búzios, Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, Anna Nery e Anita Garibaldi nos campos de Marlim e Voador ajudam a explicar a produção recorde da companhia. Apenas as exportações de petróleo somaram 888 mil barris diários no período, salto de +61,2% na base anual.
Entre os destaques operacionais, só as plataformas do campo de Búzios alcançaram o recorde de produção diária operada de 1,037 milhão de barris de
petróleo no dia 20 de março de 2026 e recorde de exportação de gás de 12,4 milhões de metros cúbicos no dia 25 de março de 2026.
A produção total operada pela estatal no trimestre ficou em 4,65 milhões de barris equivalentes de óleo por dia (boed), superando o recorde anterior de 4,54 milhões de boed registrados no terceiro trimestre de 2025.
Só na exploração do pré-sal (o petróleo extraído em águas profundas em alto-mar, em que a
PETR4 é líder mundial), a produção própria ficou em 2,66 milhões de boed no 1T26, atropelando o recorde anterior de 2,56 milhões de boed também no terceiro trimestre de 2025.
No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, a Petrobras teve produção de 1,816 milhão de barris de petróleo por dia no 1T26, aumento de +6,7% na produção total de derivados em relação ao último trimestre de 2025. Houve destaque para a participação de derivados médios (diesel e querosene de aviação) e gasolina, que representaram 68% da produção total de derivados.
Vendas da Petrobras
As vendas de derivados de petróleo no mercado interno no início de 2026 apresentaram retração de -1,5% ante o final de 2025, comportamento consistente com a sazonalidade do início do ano, uma vez que o quarto trimestre concentra níveis mais elevados de demanda.
No diesel, o consumo tende a ser mais baixo no primeiro trimestre em função da menor atividade econômica, que contribuiu para uma redução significativa nas vendas, com queda de -6,1%.
Adicionalmente, observou-se um aumento nas importações líquidas realizadas por terceiros, que também impactou o desempenho das vendas. Tais fatores foram parcialmente compensados pela redução das entregas da REAM (Refinaria da Amazônia).
Do mesmo modo, as vendas de gasolina apresentaram uma diminuição de -4%. Esse resultado está relacionado ao maior consumo sazonal observado no último trimestre do ano, impulsionado pela maior circulação de veículos durante as festas de fim de ano e pelo efeito do pagamento do décimo terceiro salário na economia.
Por outro lado, as vendas de querosene de aviação no 1T26 superaram as do final de 2025 em +3,3%, impulsionadas pelo período de férias escolares, pelas festividades de Carnaval e pelo aumento no número de voos internacionais.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Petrobras (PETR4) há dez anos, hoje você teria R$ 17.406,30, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.825,60 nas mesmas condições.