Dado que o Brasil ostenta o título de país da
renda fixa, já que temos uma t
axa Selic historicamente elevada, geralmente os
FIIs de papel pagam
dividendos mensais mais generosos que os chamados
FIIs de tijolo, que só investem em imóveis físicos, cuja valorização está intrinsicamente ligada à oferta e demanda pelo empreendimento.
Mesmo com a taxa Selic em trajetória de queda em 2026, o que tende a minguar os rendimentos dos FIIs de papel, os analistas do BTG Pactual seguem construtivos nessa modalidade de renda passiva, recomendando especialmente os FIIs com carteira de
CRIs mais indexada ao
IPCA+, justamente o caso do
FII MXRF11, com taxa média de
IPCA+ 9,78% ao ano.
"O cenário de curto prazo se mostrou
mais desafiador para cortes da Selic, diante de surpresas altistas concentradas em itens voláteis, em função da forte elevação dos preços de energia, por conta da
guerra no Oriente Médio. Com isso, os títulos de dívida terão despesas financeiras elevadas por mais tempo e de uma originação ainda restrita", comenta o time de analistas do banco, em relatório divulgado nesta segunda-feira (27).
Olhando para a composição das carteiras dos
fundos imobiliários, o segmento de crédito residencial lidera a exposição setorial, por meio de
CRIs de empresas e projetos ligados à construção civil. A dinâmica do setor tem apresentado resultados mistos nos últimos períodos, diante de características distintas entre as faixas de renda.
Diante do risco de crédito forte (já que as empresas arcam com juros compostos elevados em emissões de
CRIs), o BTG Pactual mantém recomendação apenas em
FIIs de papel do segmento high grade, ou seja, cujos emissores de
CRIs são companhias mais financeiramente saudáveis e resilientes.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no
FII MXRF11 há dez anos, hoje você teria R$ 3.274,80, já considerando o reinvestimento dos
dividendos mensais. A simulação também aponta que o
Ifix teria retornado R$ 2.544,30 nas mesmas condições.