Com aumento de gastos, Meta perde recomendações e desaba em Wall Street

Mercado reage negativamente à projeção de capex e incertezas com IA.

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Publicado em 30/04/2026 às 12:43h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 30/04/2026 às 12:43h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Wesley Santana
Facebook, Instagram e WhatsApp são alguns dos apps da Meta (Imagem: Shutterstuck)
Facebook, Instagram e WhatsApp são alguns dos apps da Meta (Imagem: Shutterstuck)

Mesmo com um lucro bem mais alto que as estimativas, a Meta (M1TA34) não tem o que comemorar nesta quinta-feira (30). Em Wall Street, as ações da companhia, que comanda Facebook e Instagram, despencaram no pregão, conforme mostram dados da Nasdaq.

Desde o começo da manhã, a big tech perdeu quase 10% do seu valor de mercado. Com isso, as ações são negociadas abaixo de US$ 605 cada uma, um patamar que já havia sido superado há algumas semanas.

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No Brasil, os BDRs da companhia passam por uma queda mais tímida, mas, mesmo assim, bastante expressiva. Os papéis caem cerca de 4%, negociando na faixa de R$ 107, segundo informações da B3.

O movimento das ações vem na esteira da decisão de diversos bancos de investimentos de retirarem suas recomendações de compra para as ações da Meta. O JP Morgan ainda foi além e cortou o preço-alvo de US$ 825 para US$ 725.

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Os analistas chamaram a atenção para o crescimento nos gastos da companhia com infraestrutura de nuvem e com inteligência artificial. Eles dizem que não enxergam como a big tech vai traduzir esses esforços em novas fontes de receita, já que suas concorrentes estão mais posicionadas nos setores.

Diante disso, o banco destaca que as ações da Meta podem ficar pressionadas nos próximos trimestres, o que justificaria uma revisão na recomendação de compra. Tudo pode mudar caso fiquem mais claros os planos da marca para IA.

No balanço publicado na véspera, a Meta projetou um capex de até US$ 145 bilhões para 2026, elevando a projeção anterior, que era de US$ 135 bi para o ano. Já as expectativas de receita para o segundo trimestre ficaram na casa de US$ 60 bilhões, um pouco acima do consenso, que fala em US$ 59 bi.

Na análise da XP Investimentos, o balanço veio com surpresas positivas, especialmente nas receitas do 1T26. A divisão de publicidade segue como principal motor de crescimento do negócio, crescendo cerca de 33% na comparação anual.

Os analistas, no entanto, ponderaram: apesar de um trimestre operacionalmente forte, com crescimento robusto de receita, monetização consistente em publicidade e sinais iniciais de tração em IA, o aumento relevante do capex projetado eleva o nível de incerteza sobre a trajetória de retornos no médio prazo”, escreveram Maria Iene Jordão e Raphael Figueredo.