O pregão desta quinta-feira (30) ganha fôlego no Brasil, com o
Ibovespa avançando acima dos 185 mil pontos em meio à repercussão pós-Copom (Comitê de Polícia Monetária) e às tensões no Oriente Médio.
Por volta das 13h, o principal índice da B3 registrava alta de 1,28%, aos 187.109,61 pontos. No mercado de câmbio, o movimento era oposto e o
dólar recuava 0,36%, sendo negociado a R$ 5,00.
No mesmo horário, o mercado imobiliário também operava no campo positivo, com o
IFIX subindo 0,19%, aos 3.934,49 mil pontos. Já entre os criptoativos, o desempenho era misto: o
Bitcoin avançava 0,21%, enquanto o
Ethereum recuava 0,81%. Lá fora, o cenário era positivo:
O que mexe com o mercado
No radar dos investidores, o cenário internacional segue dominado pelas tensões geopolíticas. O
petróleo Brent chegou a disparar para a faixa dos US$ 125 pela manhã, o maior patamar em quatro anos, antes de reduzir parte dos ganhos. A movimentação reflete informações de que o comando militar dos Estados Unidos apresentou ao presidente Donald Trump possíveis planos de ação contra o Irã.
Após as decisões de política monetária da véspera, o mercado local também reage ao
comunicado do Copom, que reduziu a
taxa Selic para 14,5%. Apesar do corte, o tom foi interpretado como mais rígido, ao destacar que o ambiente de guerra e a pressão sobre os preços de energia podem limitar reduções mais intensas dos juros.
"Por conta do ambiente de incerteza elevada, esperava-se uma postura mais cautelosa do Copom. Por isso, como reação ao comunicado, podemos ver certa inclinação na curva de juros curta, com a longa ainda flat", avaliou Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP.
Por aqui, o mercado também reage a taxa de desemprego, que subiu 6,1% no trimestre encerrado em março. Nos Estados Unidos, a inflação subiu 0,7% no último mês, segundo o Departamento de Comércio, marcando o maior avanço desde junho de 2022. O resultado veio em linha com as expectativas dos economistas.
"O dado reforça um cenário de inflação pressionada por choques macroeconômicos, neste caso, o preço da energia ligado ao conflito no Oriente Médio, enquanto a demanda começa a mostrar sinais mais mistos", pontuou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
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