A mineradora
Vale (VALE3) reportou lucro líquido de US$ 1,89 bilhão no primeiro trimestre do ano (
1T26), salto de +36% na comparação com mesmo período de 2025, conforme relatório de resultados publicado nesta terça-feira (28).
Em termos de Ebitda ajustado (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização), o saldo chegou a US$ 3,83 bilhões no 1T26, melhora de +23% na comparação. Afinal de contas, a mineradora brasileira aproveitou maiores preços de referência nas commodities que negocia, bem como maiores volumes de vendas de
minério de ferro, cobre e níquel.
Na divulgação do
relatório de produção e vendas, o mercado já havia tomado ciência da maior venda de minério de ferro da
VALE3 já feita desde 2018. Tanto que a receita líquida de vendas somou US$ 9,2 bilhões no 1T26, avanço de +14% na base anual.
A empresa teve investimentos em seus negócios (Capex) na ordem de US$ 1,1 bilhão durante o trimestre, respeitando a projeção financeira (guidance) entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões para 2026.
Mediante geração de fluxo de caixa livre de US$ 813 milhões no 1T26, cerca de US$ 309 milhões superior ao apurado há um ano graças aos resultados operacionais recordes, a Vale compensou parte do aumento em seu endividamento líquido, que totalizava US$ 17,8 bilhões, piora de US$ 2,2 bilhões ante o final de 2025.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Vale (VALE3) há dez anos, hoje você teria R$ 8.522,40, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.472,90 nas mesmas condições.