Gerdau (GGBR4) agenda dividendos de R$ 0,18 por cota e lucra R$ 1 bilhão no 1T26

Lucratividade consolidada da Gerdau (GGB4) e da Metalúrgica Gerdau (GOAU4) melhora 33% na comparação anual.

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Publicado em 27/04/2026 às 19:38h Publicado em 27/04/2026 às 19:38h por Lucas Simões
Produtora de aço brasileira dribla bagunça de Trump nas cadeias produtivas globais (Imagem: Divulgação/Gerdau)
Produtora de aço brasileira dribla bagunça de Trump nas cadeias produtivas globais (Imagem: Divulgação/Gerdau)
Tanto a Gerdau (GGBR4) quanto a Metalúrgica Gerdau (GOUA4) anunciaram o pagamento de dividendos aos acionistas já no próximo dia 9 de junho de 2026, bem como divulgaram resultados referentes ao primeiro trimestre do ano (1T26).
Em termos de proventos, a produtora de aço brasileira se comprometeu a remunerar R$ 354,1 milhões aos seus investidores elegíveis, aqueles que atenderem à data-com estipulada no próximo dia 13 de maio de 2026 (quarta-feira).
Ou seja, a partir do dia 14 de maio de 2026 (quinta-feira), tanto as ações da Gerdau quanto da Metalúrgica Gerdau não darão mais acesso (data-ex) à remuneração anunciada, proveniente dos resultados do 1T26.
São dividendos equivalentes a cerca de R$ 0,18 por cada ação ordinária (GGBR3) ou preferencial (GGBR4) emitida pela Gerdau, além de dividendos correspondentes a R$ 0,08 por cada ação ordinária (GOAU3) ou preferencial (GOAU4) emitida pela Gerdau Metalúrgica.
Como dito, essa distribuição de proventos é baseada no lucro líquido consolidado e ajustado de R$ 1,01 bilhão registrado no 1T26, crescimento de +33,6% na comparação, conforme balanço apresentado ao mercado nesta segunda-feira (27).

Gerdau driblando Trump

Os três primeiros meses do ano foram marcados por tensões geopolíticas protagonizadas pelo presidente americano Donald Trump que impactaram os mercados de commodities e as cadeias globais de suprimentos. Apesar disso, a companhia teve Ebitda ajustado de R$ 2,95 bilhões no período, alta de +23,2% ante ao início de 2025.
"Na América do Norte, as operações apresentaram mais um período de forte desempenho, refletindo a robustez do mercado local e a consistência de nossa performance operacional. A retomada dos volumes de vendas após a sazonalidade do final de ano, um ambiente de preços mais favorável e a disciplina operacional contribuíram para o avanço dos resultados no 1T26", destaca a mensagem da administração no relatório de resultados. 
Por sua vez, os negócios da Gerdau no Brasil navegaram em níveis elevados de importações (especialmente de aços planos), afetaram os volumes de vendas no mercado interno e mantiveram os preços ainda sob pressão.
O foco da Gerdau manteve-se no crescimento, tanto que os investimentos em Capex totalizaram R$ 1,1 bilhão no 1T26, cerca de 23% da encomenda para o ano. Um grande marco do período foi a inauguração do Complexo Solar de Barro Alto, em Goiás, que possui a capacidade de abastecer 13% de todo o consumo de energia elétrica da Gerdau no Brasil.
A companhia logrou fluxo de caixa livre positivo de R$ 16 milhões no 1T26, mesmo com o consumo de capital de giro no mesmo intervalo. Seu endividamento líquido está orçado em R$ 8,24 bilhões, piora de 8% em relação ao saldo devedor de R$ 7,63 bilhões há um ano. 
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em Gerdau (GGBR4) há dez anos, hoje você teria R$ 5.310,70, enquanto a Metalúrgica Gerdau (GOAU4) entregaria R$ 7.778,40. Ambos os casos já consideram o reinvestimento dos dividendos.