Ibovespa dispara embalado pelo IPCA; dólar cai

No mercado internacional de commodities, o barril do petróleo era negociado a US$ 71,85.

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Publicado em 10/07/2026 às 12:55h Publicado em 10/07/2026 às 12:55h por Elanny Vlaxio
No exterior, entretanto, o cenário permanecia misto (Imagem: Shutterstock)
No exterior, entretanto, o cenário permanecia misto (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa opera em forte alta nesta sexta-feira (10), impulsionado pela divulgação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), principal indicador da inflação no Brasil. O bom desempenho da Bolsa brasileira é acompanhado pela queda do dólar frente ao real.
Por volta das 11h46 (horário de Brasília), o principal índice da B3 avançava 2,97%, aos 176.726,13 mil pontos. No mesmo horário, o dólar comercial recuava 0,17%, sendo negociado a R$ 5,12. No mercado internacional de commodities, o barril do petróleo era negociado a US$ 71,85, com recuo de 0,33%, refletindo o movimento dos mercados externos.
O principal catalisador do pregão foi a divulgação do IPCA. No detalhamento do indicador, os números apresentados nesta manhã reforçaram o cenário positivo para os investidores, aumentando o apetite por ativos de risco e favorecendo o desempenho da renda variável no mercado doméstico.
Além da Bolsa, os fundos imobiliários também operavam em terreno positivo. O IFIX, índice que reúne os principais FIIs negociados na B3, subia 0,25%, alcançando os 3.841,00 pontos. No mercado de criptomoedas, o Bitcoin (BTC) avançava 1,78%, enquanto o Ethereum (ETH) registrava alta ainda mais expressiva, de 2,64%, no mesmo horário.
No exterior, entretanto, o cenário permanecia misto, com investidores divididos entre indicadores econômicos, expectativas para a política monetária e o comportamento dos principais mercados globais. Veja como operavam as bolsas lá fora:
Por aqui, a ação de maior destaque positivo no Ibovespa era a Magazine Luiza (MGLU3), que avançava 8,02%, cotada a R$ 5,25. Na ponta oposta do índice, a Prio (PRIO3) figurava entre as maiores baixas do pregão, com recuo de 0,50%, sendo negociada a R$ 5,33.

O que mexe com o mercado

No cenário internacional, as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã seguem em curso, mas o ambiente continua marcado por instabilidade. A semana começou com navios americanos sendo bombardeados, levando a uma nova reação da Casa Branca, que voltou a promover ataques no Oriente Médio.
No Brasil, o destaque ficou para a divulgação do IPCA de junho, que surpreendeu positivamente o mercado. A inflação oficial avançou 0,16% no mês, abaixo da expectativa de 0,31%. No acumulado de 12 meses, o índice passou a registrar alta de 4,64%, ante os 4,72% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
O principal fator por trás do resultado foi o desempenho do grupo de alimentação e bebidas, que recuou 0,24% em junho, contrariando a projeção de alta de 0,35%. Entre os produtos que mais contribuíram para essa queda estão o café moído, as frutas e as carnes.
Por outro lado, a maior pressão individual sobre o índice continuou vindo da energia elétrica residencial, que registrou alta de 1,53%.  O avanço foi influenciado pela vigência da bandeira tarifária amarela e pelos reajustes aplicados em diversas cidades contempladas pela pesquisa.
"O indicador pode contribuir pare o Copom justificar um corte de 25 p.p. na taxa Selic na próxima reunião, conforme o esperado pelo mercado. Após os indicadores, as curvas de juros operam em queda em praticamente todos os vértices, descolando do cenário global", avaliou a Analista de Macroeconomia InvestSmart XP, Sara Paixão.