FII dá adeus à bolsa de valores ainda em julho de 2026

A maioria dos cotistas aprovou a alienação de 100% dos ativos do FII HCHG11.

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Publicado em 10/07/2026 às 15:01h Publicado em 10/07/2026 às 15:01h por Lucas Simões
Cotistas emprestaram dinheiro para a construção da nova sede administrativa paulista (Imagem: Divulgação/Canopus)
Cotistas emprestaram dinheiro para a construção da nova sede administrativa paulista (Imagem: Divulgação/Canopus)
No próximo dia 16 de julho de 2026, mais um fundo imobiliário (FII) se despedirá da B3 (B3SA3), a bolsa de valores brasileira, por decisão da maioria dos cotistas. Trata-se do Hectare Recebíveis High Grade (HCHG11).
Após a consulta formal, foi decidido que 100% da carteira de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) do distribuidor de dividendos mensais seria repassada ao V2 Recebíveis Imobiliários (VVCR11).
Caberá aos investidores do FII HCHG11 informar o custo médio de suas cotas a partir de 30 de julho de 2026, sendo que a apuração pela administradora ocorrerá em 6 de agosto de 2026.
Só no dia 12 de agosto de 2026, os investidores receberão cotas do FII VVCR11 como compensação, enquanto o pagamento da amortização total em dinheiro está previsto para 19 de agosto de 2026. 
O Hectare Recebíveis High Grade possui valor patrimonial de R$ 100 milhões, concentrados em títulos de dívidas imobiliárias indexadas à inflação, cuja taxa média é de IPCA+ 7,10% ao ano (equivalente ao Tesouro Direto pagar IPCA+ 8,35% ao ano).
A gestora de recursos Hectare Capital ficou bastante conhecida entre os investidores de fundos imobiliários desde que o seu Hectare CE (HCTR11) enfrentou uma forte onda de calotes. 
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no FII HCHG11 há dois anos, hoje você teria R$ 1.367,50, já considerando o reinvestimento dos dividendos mensais. A simulação também aponta que o Ifix teria retornado R$ 1.146,70 nas mesmas condições.