A Aegea adiou o plano de estrear na B3, mas segue tentando reforçar a sua estrutura de capital. Por isso, propôs um novo aumento de capital fechado e já recebeu o apoio da
Itaúsa (ITSA4) para isso.
💲 A Itaúsa avalia aportar até R$ 1,5 bilhão na Aegea, elevando a participação na empresa que é referência no setor de saneamento privado brasileiro e a aposta no mercado de infraestrutura.
Segundo a holding, o investimento "está alinhado à sua estratégia de alocação eficiente de capital, reforçando seu compromisso contínuo com a criação de valor aos acionistas, investidas e à sociedade".
Em fato relevante publicado nesta terça-feira (7), a Itaúsa disse ainda que tem recursos disponíveis em caixa para participar da capitalização. Por isso, não espera efeitos relevantes no seu resultado anual.
O tamanho do aporte, porém, só será definido nos próximos 30 dias, pois ainda depende do interesse dos outros acionistas da Aegea.
Aegea propõe aumento de capital
A Aegea pretende levantar de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,1 bilhões para reforçar a estrutura de capital e acelerar o processo de desalavancagem. O recurso ainda pode contribuir com a participação em novos processos de concessão.
📈 Para isso, propôs nesta terça-feira (7) a emissão de até 37,9 milhões de novas ações ordinárias, a um preço de R$ 55,29 cada. O assunto deve ser discutido em uma assembleia de acionistas convocada para o próximo dia 28 de julho.
A Aegea é uma empresa de capital fechado, cujas ações estão nas mãos da Equipav (52,11%), do fundo soberano de Singapura GIC (34,62%) e da Itaúsa (13,27%).
Esses mesmos acionistas terão prioridade na subscrição das novas ações, em volume equivalente a sua participação na empresa.
A Itaúsa, por exemplo, poderá subscrever de R$ 730 milhões a R$ 1,5 bilhão em novas ações, a depender de como os demais acionistas exercerem seus respectivos direitos.
Mais um
A Aegea já recebeu um aporte de R$ 1,2 bilhão dos seus principais acionistas neste ano, para financiar a expansão das suas operações.
O fundo soberano de Singapura entregou a maior parte desse recurso: R$ 781,9 milhões. A Itaúsa entrou com os R$ 418,1 milhões restantes, pois a Equipav decidiu não participar nessa operação.
Além disso, a Aegea prepara-se para listar as suas ações na B3. Porém, acabou deixando o IPO para 2027, para antes tentar reduzir a alavancagem e reconquistar a confiança do mercado, após ter revisado os balanços dos últimos cinco anos.