Ibovespa cai de olho no prazo das tarifas de Trump; dólar recua

No mercado internacional, o petróleo avançava 0,38%, negociado a US$ 79,62.

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Publicado em 15/07/2026 às 14:38h Publicado em 15/07/2026 às 14:38h por Elanny Vlaxio
No Brasil, o IBGE informou que o setor de serviços recuou 0,4% em maio (Imagem: Shutterstock)
No Brasil, o IBGE informou que o setor de serviços recuou 0,4% em maio (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa operava em queda nesta quarta-feira (15), enquanto investidores acompanham a reta final do prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a implementação de novas tarifas comerciais. Por volta das 11h, o principal índice da B3 recuava 0,34%, aos 176.032,84 mil pontos, enquanto o dólar caía 0,94%, cotado a R$ 5,08. 
No mercado internacional, o petróleo avançava 0,38%, negociado a US$ 79,62. O foco dos investidores fica voltado às negociações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos antes do fim do prazo das tarifas anunciadas por Trump.  
Na B3, o desempenho era misto entre as diferentes classes de ativos. Enquanto o mercado acionário operava no vermelho, o IFIX, principal índice de fundos imobiliários, avançava 0,99%, aos 3.835,17 mil pontos. O cenário também era favorável para os ativos digitais. As duas maiores criptomoedas do mercado registravam valorização, com o Bitcoin (BTC) subindo 2,92% e o Ethereum (ETH) avançando 3,41% no mesmo horário.
No exterior, o ambiente para os investidores era positivo, com os principais mercados internacionais operando em alta enquanto aguardam novos desdobramentos das negociações comerciais lideradas pelos Estados Unidos. Veja como operavam as bolsas lá fora:

O que mexe com o mercado

As atenções do mercado seguem divididas entre o cenário externo e os indicadores econômicos. Enquanto as tensões entre Estados Unidos e Irã e a alta do preço do petróleo continuam no radar, os investidores repercutem a divulgação da inflação ao produtor dos EUA, que caiu 0,3% em junho, e acompanham a sabatina do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no Senado.
"Vale ressaltar que, mesmo com os dados que sugerem uma avaliação melhor sobre a trajetória de inflação, a nova administração do Fed continua dando sinais de que está comprometida a levar a inflação a meta de 2%, o que pode limitar o ânimo dos agentes de mercado a um fechamento de curva mais significativo", avaliou Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP.
No Brasil, o IBGE informou que o setor de serviços recuou 0,4% em maio, resultado pior do que a mediana das expectativas do mercado, que apontava queda de 0,1%. As projeções variavam entre retração de 0,7% e alta de 0,9%. Apesar do desempenho mais fraco da atividade, a curva de juros brasileira operava praticamente estável, com leve alta nos vencimentos mais longos. 
Para a Analista da InvestSmart XP, o indicador não muda a expectativa para a política monetária. "Mesmo com o recuo abaixo do esperado no mês, a curva de juros brasileira opera de lado, com variação levemente positiva nos vértices mais longos. Mostrando que o indicador não altera a perspectiva de que o Copom deve reduzir a taxa de juros em 25 bps na próxima reunião, sem espaço para mais cortes em 2026."
Os investidores também aguardam uma definição dos Estados Unidos sobre as tarifas aplicadas ao Brasil. A decisão envolve duas investigações distintas e, caso ambas resultem em medidas contra o país, a sobretaxa poderá atingir 37,5% sobre parte das exportações brasileiras. Em nota, o Palácio do Planalto voltou a classificar as propostas como "injustas".
No campo político, a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostrou Lula com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37%, uma diferença de oito pontos percentuais entre os dois.
Veja também as maiores altas do Ibovespa
E as maiores baixas
  • MGLU3: -4.55% a R$ 4,82;
  • BRKM5: -4.39% a R$ 6,53;
  • ISAE4: -4.03% a R$ 28,07;
  • EGIE3: -3.94% a R$ 31,00;
  • MBRF3:-3.17% a R$ 15,58.