A operação abrange a totalidade das Letras Financeiras Subordinadas Nível 1 emitidas entre 8 e 16 de janeiro de 2019.
Letras financeiras
Esses títulos não possuem garantia do
FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e não permitem resgate antecipado. Além disso, exigem um aporte mínimo de R$ 50 mil. Logo, costumam oferecer taxas elevadas de retorno para os investidores.
As letras financeiras que o Itaú pretende resgatar nesta semana, por exemplo, eram perpétuas. Por isso, só puderam ser recompradas depois de um prazo mínimo de cinco anos e com autorização do BC (Banco Central).
Os títulos compunham o Capital Complementar do Patrimônio de Referência do banco. Consequentemente, sua recompra terá um impacto de 0,1 ponto percentual no índice de capitalização Nível 1 da instituição.
Novas emissões
💲 O Itaú decidiu recomprar essas letras financeiras depois que emitiu novos títulos de renda fixa para reforçar a sua estrutura de capital.
É uma estratégia que busca otimizar a estrutura de capital da instituição, através da substituição de dívidas antigas por novas emissões, com taxas ou condições mais vantajosas.
O Itaú já emitiu mais de R$ 6,3 bilhões em letras financeiras em 2026, sendo R$ 3 bilhões em Letras Financeiras Subordinadas Perpétuas e mais R$ 3,3 bilhões em Letras Financeiras Subordinadas Nível 2. Nos dois casos, a opção de recompra só é permitida a partir de 2031.