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O Ibovespa subiu 1,40% nesta semana, interrompendo uma sequência de quatro semanas consecutivas de perdas. E muitas empresas conseguiram aproveitar essa onda de alívio. A BRF (BRFS3), por exemplo, disparou 10,9% na semana.
🥩 Os frigoríficos foram o destaque da semana no Ibovespa. O setor é beneficiado pela alta do dólar, que subiu 1,12% e terminou a semana cotado a R$ 5,44. Além disso, há uma perspectiva de que a carne brasileira ganhe mais espaço no mercado chinês, já que a China decidiu abrir uma investigação antidumping sobre as importações de carne suína da União Europeia.
Diante desse cenário, a BRF garantiu a maior alta da semana no Ibovespa. Mas outros frigoríficos da bolsa brasileira também subiram. A JBS (JBSS3), por exemplo, avançou 7,6%, a Marfrig (MRFG3) ganhou 6,4% e a Minerva (BEEF3) subiu 5,8%.
Veja outras altas da semana:
A Petrobras (PETR4) também teve uma semana positiva. A estatal subiu 5,8% na esteira da alta do petróleo, do acordo bilionário firmado com a União para pôr fim a discussões administrativas e judiciais sobre débitos tributários e, sobretudo, da intenção da sua nova presidente, Magda Chambriard, de manter a política de dividendos da empresa.
Magda Chambriard tomou posse na quarta-feira (19) e disse que está totalmente alinhada com a visão de país do governo, mas também fez um aceno ao mercado, prometendo rentabilidade e eficiência para a empresa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou que "ninguém quer que nenhum acionista tenha nenhum centavo de prejuízo".
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Na posse da Petrobras, Lula criticou a Vale (VALE3) pelo não ressarcimento dos danos causados pelo rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais. O governo, por outro lado, tirou a mineradora da lista suja do trabalho escravo.
Além disso, a Vale sofreu um incêndio em uma das correias transportadoras da unidade de processamento de Salobo 3. O fogo foi contido sem vítimas e sem impacto ambiental material, mas afetou a operação. Ainda assim, a Vale manteve as projeções para a produção anual de cobre, bem como para as vendas do segundo trimestre. Com isso, a companhia garantiu um ganho de 0,5% na semana.
💵 Se, por um lado, a alta do dólar favorece os frigoríficos; por outro, aumenta o custo das companhias aéreas, que também vêm sofrendo com o aumento dos preços do petróleo. Por isso, a Azul (AZUL4) desabou 15,8% na semana. Foi a maior perda do Ibovespa.
Varejistas também tiveram uma semana difícil, com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a taxa Selic em 10,50% e as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos juros e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
O Assaí (ASAI4), por exemplo, derreteu 7,4; o Carrefour (CRFB3) perdeu 6,4% e o Magazine Luiza (MGLU3) caiu 5,4%. Veja outras quedas da semana:
A semana ainda teve movimentações no campo dos negócios, como a compra da Phoenix Óleo e Gás pela Azevedo & Travassos (AZEV3). Veja outras notícias da semana:
A semana ainda teve a conclusão dos últimos detalhes do processo de privatização da Sabesp (SBSP3). Com isso, a oferta de ações que vai possibilitar a desestatização da companhia foi lançada na noite de sexta-feira (22).
Já a Kepler Weber (KEPL3) encerrou o programa de ADRs (American Depositary Receipts) lançado no início do ano, depois de não atingir o resultado esperado no mercado americano.
No setor financeiro, o Nubank (ROXO34) viu seus clientes ameaçarem cancelar suas contas. Entenda aqui o que aconteceu.
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