A volatilidade ditou o tom dos mercados no primeiro semestre de 2026, favorecendo estratégias de investimento voltadas para renda e qualidade e castigando ativos de maior risco, como as
criptomoedas.
Por outro lado, o
Bitcoin (BTC) derreteu mais de 35% e despontou como o pior investimento dos seis primeiros meses de 2026, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria.
Os campeões do semestre
🥇 O
IDIV, índice das empresas pagadoras de
dividendos da B3, avançou 6,99% no primeiro semestre de 2026, garantindo o melhor retorno entre os ativos pesquisados pela Elos Ayta Consultoria.
Para o CEO da Elos Ayta, Einar Rivero, o desempenho consistente do índice "reforça o interesse dos investidores por empresas capazes de combinar geração de caixa, distribuição de dividendos e menor volatilidade relativa, em um ambiente que continua exigindo seletividade na alocação de recursos".
O
CDI não ficou muito atrás e também garantiu bons retornos para os investidores. O índice, que é uma referência para os ativos de renda fixa, teve uma valorização de 6,79%, em meio à manutenção de juros altos no Brasil.
📈 O
Ibovespa completa o pódio dos melhores investimentos do semestre. Apesar das baixas anotadas nos últimos pregões, o principal índice da B3 ainda acumula uma alta de 6,76% em 2026 e também desponta como o investimento de melhor desempenho no acumulado de 12 meses até junho, com valorização de 23,89%.
Afinal, vale lembrar: o Ibovespa bateu recordes sucessivos no início de 2026, em meio à perspectiva de cortes da
Selic, à alta do
petróleo e às incertezas em relação à economia americana. Tanto que chegou a flertar com os 200 mil pontos em abril, antes dessa maré de otimismo virar e levar o índice a um forte período de correção.
Só em junho, o Ibovespa caiu 1,01%, em meio à revisão do cenário de juros, à queda do petróleo, ao aumento das incertezas fiscais, à proximidade com as eleições e à volta do interesse dos investidores globais por ativos americanos, o que provocou uma verdadeira fuga de capital estrangeiro do Brasil.
"Enquanto o horizonte de 12 meses continua favorecendo a renda variável brasileira, especialmente ações de maior liquidez e empresas distribuidoras de dividendos, o comportamento observado em junho sinaliza maior busca por proteção, com destaque para o CDI e para os ativos de renda fixa", observou Einar Rivero.
Os piores ativos do semestre
📉 Por outro lado, o
Bitcoin (BTC) não conseguiu lidar com tanta volatilidade e acabou o semestre com uma desvalorização de 35,10%. Foi o pior desempenho semestral do ativo desde o último inverno cripto, em 2022.
Destaque ainda para o desempenho do
dólar, que começou o ano valendo R$ 5,47, mas era negociado a R$ 5,16 no fechamento do pregão, e, por isso, registrou uma queda de 5,92% no período.
O
euro seguiu a mesma tendência, mas a desvalorização foi ainda maior: -8,63%. O
ouro também recuou mais de 8%, afastando-se dos recordes observados no início do ano.
Veja o ranking de investimentos do 1º semestre de 2026:
- IDIV: +6,99%;
- CDI: +6,79%;
- Ibovespa: +6,76%;
- Ima Geral: +5,71%;
- Poupança: +4,07%;
- BDR-X: +3,54%;
- IHFA: +2,84%;
- IFIX: +1,46%;
- Small Cap: -4,58%;
- Dólar: -5,92%;
- Ouro: -8,31%;
- Euro: -8,63%;
- Bitcoin: -35,10%.