Bitcoin busca recuperação e desponta como o melhor investimento de julho; veja ranking

A criptomoeda subiu 4,36% no mês, mas ainda acumula uma baixa de 32,69% em 2026.

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Publicado em 01/08/2026 às 10:47h Publicado em 01/08/2026 às 10:47h por Marina Barbosa
Bitcoin superou o Ibovespa e a renda fixa em julho (Imagem: Shutterstock)
Bitcoin superou o Ibovespa e a renda fixa em julho (Imagem: Shutterstock)
Após assustar os investidores, o Bitcoin (BTC) ensaiou uma recuperação e despontou como o melhor investimento de julho.
A principal criptomoeda do mercado começou o mês abaixo dos US$ 60 mil, devido ao baque de 20% sofrido em junho, o pior desde o inverno cripto de 2022. 
🪙 Porém, chegou a se aproximar dos US$ 67 mil depois disso e fechou julho com uma valorização de 4,36%, cotado a US$ 62,8 mil.
A melhora reflete a redução das saídas de recursos dos ETFs de Bitcoin, em meio à recuperação do apetite ao risco dos investidores globais. Contudo, não foi suficiente para apagar todas as perdas do ano.
O Bitcoin ainda acumula uma baixa de 32,69% no ano e de 50,18% no acumulado dos últimos 12 meses. Por isso, segue bem distante da máxima histórica de US$ 126 mil registrada em outubro de 2025.
Para completar, analistas veem mais riscos à frente, devido às incertezas sobre o cenário geopolítico e a política monetária dos Estados Unidos.
O Fed (Federal Reserve) manteve os juros americanos oscilando entre 3,50% e 3,75% nesta semana, mas o mercado acredita que as taxas ainda podem subir em 2026, o que deve elevar o retorno dos Treasuries e reduzir o fluxo de recursos para investimentos de maior risco, como as criptomoedas.

Os melhores investimentos de julho

📈 O salto de 4,36% fez do Bitcoin o melhor investimento de julho, segundo levantamento realizado pela Elos Ayta Consultoria.
O mês também foi positivo para os investidores da Bolsa brasileira. Afinal, o Ibovespa voltou a fechar no azul, após quatro meses consecutivos no vermelho.
O principal índice acionário do país subiu 3,47% no mês, impulsionado sobretudo pelo arrefecimento da inflação, que renovou as esperanças de cortes da Selic.
Ainda assim, os ativos de renda fixa continuaram entregando ganhos consistentes para os investidores, já que a inflação e os juros deram sinais de melhora, mas seguem em patamares elevados.

Os piores investimentos de julho

📉 Por outro lado, os ativos internacionais deram prejuízo para os investidores em julho.
O BDRX, índice que mede o desempenho dos principais BDRs da B3, liderou as perdas, com uma baixa de 2,04%.
As moedas estrangeiras vieram logo atrás, com uma desvalorização de quase 2% do dólar e de 1% do euro.
Porém, as baixas não se limitaram aos ativos internacionais. As small caps, os fundos multimercado e os fundos imobiliários brasileiros também fecharam o mês no vermelho.

Veja o ranking dos investimentos em julho: