Cosan (CSAN3) vê prejuízo diminuir 66% e chegar a R$ 320 mi no 2T26

A companhia reduziu seu prejuízo em 66%, reportando perdas de R$ 320 milhões no 2T26 contra R$ 946 milhões no 2T25.

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Publicado em 14/08/2026 às 20:59h Publicado em 14/08/2026 às 20:59h por Matheus Silva
O destaque do balanço foi a queda expressiva do endividamento (Imagem: Shutterstock)
O destaque do balanço foi a queda expressiva do endividamento (Imagem: Shutterstock)
🚨 A Cosan (CSAN3) fechou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 320 milhões, redução de 66% frente às perdas de R$ 946 milhões registradas no mesmo intervalo de 2025. 
O resultado ainda negativo esconde, porém, uma melhora operacional relevante, apoiado pelo Ebitda que chegou a R$ 3,52 bilhões, expansão de 24% na comparação anual, com a margem passando de 27,0% para 32,7%, ganho de 5,7 pontos percentuais. A receita operacional líquida somou R$ 10,78 bilhões, crescimento de 3%.
O trimestre foi marcado pela continuidade do processo de simplificação da estrutura de capital, com o IPO da Compass (PASS3), pré-pagamentos de dívidas, desinvestimentos e a homologação do plano de recuperação extrajudicial da Raízen (RAIZ4).
Um dos principais vetores da melhora foi a reversão da linha de equivalência patrimonial, que passou de resultado negativo de R$ 173 milhões no 2T25 para resultado positivo de R$ 447 milhões neste trimestre. 
O movimento refletiu principalmente os resultados mais fortes da Rumo (RAIL3) e da Moove, somados à ausência de novos impactos da Raízen sobre o balanço da holding, uma vez que o investimento na controlada foi reduzido a zero ao final de 2025, eliminando o reconhecimento de perdas por equivalência patrimonial.

Impairment de R$ 233 mi limita a melhora do resultado

O principal efeito negativo do período foi o reconhecimento de um impairment de aproximadamente R$ 233 milhões relacionado ao TUP Porto São Luís, após a aceitação de proposta vinculante para venda do ativo pelo valor indicativo de R$ 300 milhões, com possibilidade de earn-outs futuros ligados à expansão do terminal. 
Sem esse efeito extraordinário, o prejuízo da holding teria ficado em R$ 167 milhões no trimestre.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 552 milhões, melhora de R$ 106 milhões em relação ao mesmo período de 2025. 
A evolução decorreu do aumento das receitas financeiras com aplicações e, especialmente, dos efeitos das iniciativas de gestão do passivo. Só no primeiro semestre, os pré-pagamentos somaram R$ 8,8 bilhões em principal de dívida.
As despesas gerais e administrativas da holding também recuaram, de R$ 78 milhões para R$ 42 milhões, reflexo da reestruturação organizacional.

Rumo cresce, Compass vai bem, Moove recua e Radar tem prejuízo

Entre as principais empresas do portfólio, a Rumo registrou Ebitda ajustado de R$ 2,27 bilhões, estável na comparação anual, com lucro líquido avançando 56% para R$ 520 milhões. 
A Compass elevou o Ebitda em 5%, para R$ 1,28 bilhão, mas viu o lucro líquido recuar 19%, para R$ 287 milhões. 
A Moove cresceu 24% na receita líquida, para R$ 2,78 bilhões, mas sofreu queda de 6% no Ebitda e de 43% no lucro, diante de uma base de comparação forte. Já a Radar teve um trimestre mais fraco, impactada pela reavaliação de terras e por menores receitas de arrendamento, encerrando o período com prejuízo de R$ 30 milhões.

Dívida líquida cai 47% para R$ 9,2 bi

O destaque do balanço foi a queda expressiva do endividamento. A dívida líquida expandida encerrou junho em R$ 9,2 bilhões, recuo de 47% na comparação anual e de 20% frente ao primeiro trimestre, impulsionada pelos recursos do IPO da Compass, que gerou cerca de R$ 2,3 bilhões líquidos para a Cosan, e pelos desinvestimentos realizados nos últimos 12 meses. 
O caixa da holding fechou em R$ 7,3 bilhões, enquanto o consolidado atingiu R$ 13,4 bilhões e o patrimônio líquido somava R$ 31,9 bilhões.
📈 A administração projetou que o Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) evolua da atual marca de 0,2 vez para uma faixa entre 0,8 vez e 1,2 vez até o fim de 2026, sustentado pela redução das despesas financeiras e pelo recebimento esperado de dividendos das investidas.