O investidor pessoa física que empresta dinheiro ao governo brasileiro voltou a colher lucro com marcação a mercado em setembro de 2026, dado que a maioria das taxas oferecidas pelo
Tesouro Direto está em queda, destravando valorização ao preço unitário dos títulos.
Um dos principais beneficiários no período tem sido o
Tesouro IPCA+ 2050, cujos rendimentos cederam de IPCA+ 7,33% ao ano no último dia 1º para os atuais IPCA+ 7,24% ao ano. Em compensação, o seu preço unitário saltou de R$ 879,49 para R$ 897,48.
Ou seja, os investidores do
Tesouro IPCA+ 2050 obtiveram ganho de +2,05% no decorrer de apenas três pregões, bem acima do desempenho entregue pelo Tesouro Selic 2031, que leva 30 dias para render pouco mais de 1% ao mês.
Na visão de especialistas, inúmeros são os fatores que têm provado a queda dos juros compostos na
renda fixa brasileira, como, desde a divulgação de indicadores econômicos mais fracos (
IPCA-15 e
PIB no 2T26), até mesmo o trade eleitoral, que indica disputa indefinida entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Fora que, no dia 16 de setembro de 2026, o Copom (Comitê de Política Monetária) deve reduzir a
taxa Selic dos atuais 14% ao ano para o patamar de 13,75% ao ano, conforme precifica 94,50% das Opções de Copom negociadas no ambiente da B3. A própria
XP estima que a taxa básica de juros termine 2026 na faixa de 13,25% ao ano.
Todavia, os rendimentos oferecidos pelo
Tesouro Renda+ 2065, o predileto dos investidores de renda fixa mais arrojados, seguiam na contramão, ou seja, subindo e destravando prejuízos na marcação a mercado. Só em setembro, as taxas avançaram de IPCA+ 7,10% ao ano para IPCA+ 7,20% ao ano.