Payroll forte nos EUA acende alerta no mercado, mas Ibovespa (IBOV) reage

Número de vagas supera projeções dos analistas e altera as expectativas para a próxima decisão do Fed.

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Publicado em 04/09/2026 às 12:51h Publicado em 04/09/2026 às 12:51h por Wesley Santana
Dados de desemprego revelam movimento da economia nos EUA (Imagem: Shutterstock)
Dados de desemprego revelam movimento da economia nos EUA (Imagem: Shutterstock)

O dólar opera com alta na tarde desta sexta-feira (4), mostram dados do Banco Central. O movimento da moeda repercute o resultado do payroll nos Estados Unidos, que veio acima da expectativa dos analistas.

Por volta das 12h, a divisa norte-americana era negociada a R$ 5,12, com alta de quase 0,5% em relação à véspera. O euro também acompanha o movimento de valorização, avançando 0,3%, para R$ 5,95, ainda segundo a autarquia.

Já a bolsa foi no sentido contrário e abriu com queda neste pregão, revertendo o resultado algumas horas depois. Por volta das 12h30, o Ibovespa (IBOV) saltava cerca de 0,4%, voltando a ser negociado no patamar de 185,5 mil pontos, de acordo com a B3.

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 O resultado inicial estava ligado ao preço do petróleo no mercado internacional, que perdeu fôlego. O barril do tipo Brent chegou a cair quase 2%, sendo negociado na casa de US$ 96.

Com isso, a empresa com a maior baixa no dia é a PetroRecôncavo (RECV3), que amarga baixa de 4,1%, para R$ 11. A Petrobras (PETR4), principal empresa do indicador, também perde mais de 1,3% do seu valor de mercado, com suas ações em R$ 46,90.

Já no grupo positivo, a liderança fica com o Pão de Açúcar (PCAR3), que avança 4% e vai a R$ 2,80. O pódio se completa com Minerva (BEEF3) e IRB Segurizatidora (IRBR3), que crescem 3% cada uma, ainda de acordo com a B3.

Payroll forte

De acordo com o governo dos EUA, em agosto, foram criadas 162 mil vagas de emprego no país. A estimativa dos analistas era algo de no máximo 56 mil.

Com isso, o resultado é uma taxa de desemprego estável na faixa de 4,1%. O resultado serve como referência para que o Federal Reserve faça uma análise do cenário macroeconômico, na intenção de rever a atual situação dos juros.

“O mês negativo que acendeu o alerta de recessão e derrubou os mercados em agosto simplesmente deixou de existir”, afirma Marcelo Bassani, economista e sócio da Boa Brasil Capital, ao InfoMoney.

“Acredito que o dado aumenta as chances de um aumento de 25bps na taxa de juros americana na reunião de setembro, pois reforça que estamos em uma economia aquecida”, complementa Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital.