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Cemig (CMIG4) aprovou a extensão do prazo de outorga de um de seus ativos hídricos. A empresa mineira confirmou ao mercado a aceitação dos termos estipulados pelo Governo Federal para a manutenção da operação de seu empreendimento hídrico pelas próximas três décadas.
Pela estrutura aprovada, a renovação do ativo será regida sob o regime de cotas pelo período de 30 anos contados a partir de 31 de agosto de 2026. Com a convocação formal a ser realizada pelo Ministério de Minas e Energia, a gerência da estatal terá uma janela de até 210 dias para efetivar a assinatura do correspondente termo aditivo.
Em termos operacionais e estruturais, a Usina Hidrelétrica de Sá Carvalho conta com uma capacidade instalada de 78 MW e garantia física estipulada em 54,4 MW médios.
Ao encerrar a comunicação, a administração da Cemig reforçou sua diretriz de manter o mercado, os acionistas e as autoridades devidamente atualizados sobre a evolução dos atos regulatórios do grupo, diz comunicado ao mercado.
Lembrando que a Cemig encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 945,44 milhões, uma queda de 20,44% na comparação com o mesmo período de 2025. Apesar da retração no resultado final, a companhia apresentou avanço em indicadores operacionais, com crescimento da receita e do Ebitda entre abril e junho.
A receita líquida da companhia alcançou R$ 11,5 bilhões no período, alta de 3,43% ante o segundo trimestre do ano passado. O desempenho foi acompanhado pelo aumento do Ebitda, que chegou a R$ 2,239 bilhões, crescimento de 8,75% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado totalizou R$ 2,47 bilhões, avanço de 9,32%.