Petrobras (PETR4) é autorizada a perfurar novos poços na Foz do Amazonas

A licença do Ibama permite a perfuração de mais três poços exploratórios na região.

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Publicado em 04/09/2026 às 14:31h Publicado em 04/09/2026 às 14:31h por Marina Barbosa
A Petrobras anunciou a descoberta de petróleo no Amapá ao lado de Lula, em agosto de 2026 (Imagem: Shutterstock)
A Petrobras anunciou a descoberta de petróleo no Amapá ao lado de Lula, em agosto de 2026 (Imagem: Shutterstock)
A Petrobras (PETR4) foi autorizada pelo Ibama a perfurar mais três poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas.
🛢️ A estatal constatou a existência de indícios de petróleo e gás natural na região há cerca de três semanas, através da perfuração de um primeiro poço exploratório. Agora, pretende fazer novas perfurações para avaliar o tamanho dessa reserva e entender se a exploração comercial de petróleo é viável na região.
"Vamos continuar explorando e o futuro vai dizer quanto o Amapá tem a oferecer", explicou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, no último dia 17 de agosto, ao apresentar os resultados da primeira incursão exploratória na região.
Ainda assim, a CEO da Petrobras e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostraram-se otimistas com o potencial petrolífero da área.
"Tudo indica que vai ser bom", afirmou Magda. "O teste é muito promissor. Parece que está refinado já de tão leve", acrescentou Lula.

A licença do Ibama 

A licença para a perfuração de mais três poços na Foz do Amazonas foi assinada na quinta-feira (3) pelo presidente do Ibama, Jair Schmitt, após a apresentação de informações complementares pela estatal.
O documento exige que a Petrobras apresente um cronograma de perfuração atualizado em um prazo de 30 dias, contados a partir do recebimento da licença. Além disso, estabelece condições para que a estatal mantenha a licença. 
"Essa autorização decorre do rigoroso processo de licenciamento ambiental e está condicionada ao cumprimento das medidas e requisitos estabelecidos na licença para a execução da atividade", ressaltou o órgão, em nota.
Já a Petrobras disse que vai dar início ao planejamento das ações para a continuidade das atividades exploratórias agora que a licença do Ibama saiu.
O plano da estatal é concluir a perfuração do primeiro poço, conhecido como Morpho ou 1-BRSA-1405-APS, e, posteriormente, partir para os poços adjacentes, batizados de Manga, Crotalus e Morpho Extensão.
Em nota, o Ibama disse ainda que a perfuração dos três novos poços já estava prevista no projeto inicial da Petrobras para a Foz do Amazonas. O MPF questiona supostas divergências no processo e alerta para os riscos ambientais do projeto.

Foz do Amazonas

O primeiro poço perfurado pela Petrobras na Foz do Amazonas está localizado em águas profundas do Amapá, a cerca de 175 quilômetros da costa.
A região faz parte da chamada Margem Equatorial, região que fica entre os estados do Amapá e Rio Grande do Norte e é vista como uma nova fronteira para a exploração de petróleo.
O Plano de Negócios da Petrobras prevê um investimento de US$ 2,5 bilhões e a perfuração de 15 poços na Margem Equatorial entre 2026 e 2030. 
A estatal diz que a exploração de petróleo na região é importante para garantir a recomposição das suas reservas e a segurança energética do país, já que há uma perspectiva de declínio na produção do pré-sal a partir dos próximos anos.
O governo Lula (PT) apoia o projeto, apesar das preocupações apontadas por ambientalistas, e prevê a existência de até 41 bilhões de barris de petróleo na região.