Depois de captar R$ 1 bilhão com ETF em 6 meses, AUVP investe R$ 10 milhões em plataforma de IA para consultores de investimentos

Parceira do BTG Pactual e maior canal de mídia de consultoria do país, a AUVP lança a AUVP Advisors no dia 10 de setembro.

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Publicado em 01/09/2026 às 13:43h Publicado em 01/09/2026 às 13:43h por João Ribeiro
AUVP Advisors: nova plataforma de IA para consultores de investimentos independentes estreia em 10 de setembro (Imagem: Divulgação/AUVP)
AUVP Advisors: nova plataforma de IA para consultores de investimentos independentes estreia em 10 de setembro (Imagem: Divulgação/AUVP)
Seis meses depois de captar R$ 1 bilhão com o AUPO11, seu ETF de renda fixa, o grupo AUVP anuncia sua entrada no mercado de inteligência artificial. O grupo, que reúne escola de investimentos, consultoria fee-based, banking, multi-family office, ETFs e uma frente para o agronegócio, apresenta a AUVP Advisors, plataforma aberta para consultores de investimentos independentes.
O lançamento está marcado para o dia 10 de setembro. O projeto recebeu R$ 10 milhões de capital próprio, sem rodada externa. O aporte foi feito antes do anúncio e já está integralmente aplicado: a plataforma chega pronta, testada dentro da operação do grupo, e não em versão beta.
Trata-se hoje da plataforma mais robusta do país para consultoria de investimentos, com tudo o que o consultor e o cliente precisam disponível em um só lugar, do primeiro contato ao acompanhamento da carteira.
O canhão de mídia
A força por trás do projeto é a audiência. A AUVP Capital é o maior canal de mídia de consultoria de investimentos do Brasil e alcança 1,5 milhão de pessoas por meio do canal Investidor Sardinha, no YouTube, dos programas Lucros Líquidos e Soco Matinal e das redes do fundador, Raul Sena. É uma máquina de conteúdo diário que fala com o investidor antes de qualquer corretora ou banco chegar a ele.
Esse alcance se converte em dinheiro. A AUVP capta bilhões de reais por trimestre pela parceria com o BTG Pactual, embora não divulgue o número de custódia. O exemplo mais recente é o AUPO11: lançado sem rede de distribuição de banco, o ETF chegou a R$ 1 bilhão em seis meses apoiado apenas na audiência do grupo. A empresa chegou ao primeiro lugar do ranking nacional de escritórios do banco em 2024, poucos meses depois do início da parceria, e se tornou a primeira consultoria fora do eixo Rio-São Paulo a liderar a lista.
A reputação acompanha o tamanho. A AUVP tem zero reclamações no Reclame Aqui e o melhor NPS do setor de consultoria de investimentos, resultado de um modelo fee-based sem comissão, sem rebate e sem meta de produto. É essa combinação de audiência, captação e confiança que a empresa agora abre para consultores de fora.
"A gente construiu em cinco anos o que escritório grande levou vinte para construir: uma audiência que confia na gente. Agora vamos usar isso para dar cliente a consultor bom que hoje não tem como competir com a máquina de marketing dos grandes", afirma Raul Sena, fundador da AUVP.
Como funciona
A proposta vai na direção oposta à que o mercado tem visto nas últimas semanas. Enquanto startups bem capitalizadas usam inteligência artificial para substituir parte do trabalho do consultor e vender direto ao investidor, a AUVP Advisors usa a mesma tecnologia para fortalecer o profissional.
A lógica inverte a rotina do consultor independente. Em vez de gastar tempo e dinheiro para conseguir cliente, o profissional recebe o cliente pronto. A AUVP capta o investidor pela própria audiência, conversa com ele, entende o que ele precisa e o entrega ao consultor com um diagnóstico completo: patrimônio, objetivos, perfil de risco, o que ele quer resolver e onde estão os problemas da carteira atual.
A partir daí, a inteligência artificial da plataforma gera automaticamente os relatórios e o planejamento que o consultor vai apresentar, adaptados à estratégia que ele escolheu seguir. O profissional entra na reunião com o material pronto e usa o tempo para fazer o que a máquina não faz: conversar, orientar e construir confiança.
O atendimento é do consultor. A AUVP ajuda a encontrar o cliente, mas não interfere em como ele é atendido. Cada profissional segue a própria filosofia de investimento, a própria metodologia e o próprio jeito de trabalhar.
"O consultor de investimentos no Brasil sempre teve que escolher entre dois problemas. Ou ele entra num escritório grande e vira vendedor de produto, ou ele fica independente e passa metade do dia fazendo planilha e caçando cliente. A gente construiu a AUVP Advisors para acabar com essa escolha", diz Sena.
Na plataforma, o consultor e o cliente encontram:

•    Distribuição de investidores qualificados, captados pela audiência da AUVP.
•    Diagnóstico inicial de cada cliente, com objetivos e necessidades mapeados antes do primeiro contato.
•    Consolidação da carteira em diferentes corretoras e bancos, via Open Finance e integrações diretas.
•    Relatórios, revisões de alocação e planejamento financeiro gerados por IA, na estratégia de cada consultor.
•    Perfil público verificado do consultor, com histórico de rentabilidade, avaliações e formação.
•    Ranking público de resultados entre os consultores da plataforma.
•    Ferramentas de compliance e organização dos processos exigidos pela regulação da CVM.
O consultor não pode mentir
Se do lado do consultor a promessa é liberdade, do lado do cliente a promessa é transparência total. Todo profissional da plataforma tem um perfil público, e tudo o que aparece nele é verificado pela AUVP antes de ir ao ar.
A rentabilidade das carteiras dos clientes de cada consultor fica pública, calculada pela plataforma e não pelo profissional. As avaliações dos clientes atendidos também. Formação, certificações e cada curso que o consultor declara ter feito passam por checagem da AUVP. Se não for comprovado, não entra no perfil.
A AUVP não interfere na forma como o consultor atende, mas divulga o resultado. Os números de cada profissional entram em um ranking público, aberto para qualquer investidor consultar. Quem entrega mais sobe na lista e recebe mais clientes. Quem não entrega fica visível pelo mesmo motivo.
"Hoje o cliente escolhe consultor no escuro. Confia num LinkedIn bonito e numa conversa boa. Na AUVP Advisors a rentabilidade está lá, a nota está lá, o curso que ele fez está lá, o ranking está lá, e fomos nós que conferimos tudo. Os melhores vão crescer. Quem é bom vai adorar. Quem não é, vai odiar", afirma o fundador.
Sem exclusividade, sem mensalidade
A AUVP Advisors não exige exclusividade. O consultor mantém a própria base, atende clientes de fora e continua usando as ferramentas que já usa. A plataforma também não cobra pelo uso: não há mensalidade, licença nem taxa de acesso. A receita gerada pelo atendimento é dividida entre a AUVP e o profissional, e a maior parte fica com o consultor.
"Consultor independente hoje paga plataforma, paga sistema, paga marketing e ainda divide receita com alguém. A gente fez o contrário. Não cobra nada, entrega o cliente, entrega o relatório e deixa a maior parte do dinheiro com quem fez o trabalho. Se ele quiser ir embora amanhã, vai embora. A base dele continua sendo dele", diz Sena.
Não haverá rebate embutido, taxa de distribuição ou ranking interno de produtos. A remuneração segue a lógica fee-based que a AUVP adotou na própria consultoria desde o início.
Por que agora
O mercado brasileiro de wealth management passa por uma mudança acelerada. Os grandes escritórios de assessoria cresceram sob o modelo de comissão, o número de consultores registrados na CVM vem subindo ano após ano e, mais recentemente, capital estrangeiro começou a apostar em inteligência artificial para oferecer ao investidor de renda média uma experiência de private bank.
A leitura da AUVP é que a IA vai tornar o consultor humano mais valioso, não menos.
"Todo mundo está correndo para automatizar o atendimento. A gente acha que o cliente que tem R$ 500 mil ou R$ 5 milhões investidos quer falar com uma pessoa em quem ele confia. Só que essa pessoa precisa ter uma máquina do lado. É isso que a gente está entregando", afirma Sena.
Os R$ 10 milhões
O aporte foi para três frentes: desenvolvimento do produto, com time próprio de engenharia e dados; integrações com corretoras, bancos e provedores de Open Finance; e a estrutura de verificação, suporte e compliance que sustenta os perfis públicos e o ranking dos consultores.
"A gente não queria lançar uma promessa. Queria lançar uma plataforma que já funciona. Gastamos o dinheiro, construímos, testamos na nossa própria operação e só agora abrimos a porta", diz Sena.
A empresa não divulga meta de número de consultores nem de patrimônio sob a plataforma para o primeiro ciclo. A prioridade é a qualidade da operação antes da escala.
"A gente já viu o que acontece quando escritório cresce rápido demais: o atendimento piora e o cliente paga a conta. Vamos abrir aos poucos, com quem tiver o perfil certo", afirma.
Próximos passos
A AUVP Advisors entra no ar no dia 10 de setembro. A partir dessa data, consultores independentes podem se cadastrar e passam pela verificação de formação, certificações e histórico antes de terem o perfil publicado e começarem a receber clientes.
Para o investidor, a promessa é encontrar um consultor independente com estrutura de casa grande e histórico comprovado. Para o consultor, a promessa é a que dá nome ao projeto: independência de verdade.