Muitos investidores ainda não entendem que o cenário de
juros compostos em queda coloca muito dinheiro no bolso dos rentistas que se posicionaram em certas modalidades de
renda fixa. Antes mesmo do
trade eleitoral Flávio Bolsonaro teve carteira de
Tesouro IPCA+ desenvolvida pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), que rendeu quase 4% ao mês só em setembro de 2026.
Estamos falando do índice de referência IMA-B 5+, formado por títulos públicos indexados à inflação (
Tesouro IPCA+) com vencimento superior a cinco anos. Tal reduto mais arrojado da renda fixa brasileira teve valorização de
3,83% ao mês no período, o bastante para bater
354% do CDI.
Já a valorização do IMA-B 5, carteira composta só por
Tesouro IPCA+ que vencem em menos de cinco anos, foi de 2,01% ao mês. O IMA-B, que representa o conjunto de todos os títulos públicos indexados ao
IPCA, rendeu 3,15% ao mês em setembro.
Para Leonardo Medina, gerente de preços e índices da Anbima, os investidores que emprestaram dinheiro ao governo brasileiro por meio do
Tesouro IPCA+ com vencimentos de longo prazo, quando os juros compostos eram muito maiores que as condições atuais, só estão colhendo os bons frutos.
“Quando essas taxas recuam, como ocorreu neste mês, os preços dos títulos sobem. E o impacto é relativamente maior nos papéis de prazo mais alongado”, salienta o especialista da Anbima.
Atualmente, os títulos públicos indexados à inflação acessíveis para novos aportes no
Tesouro Direto que apresentam os vencimentos mais longos são: