Governador eleito de MG descarta privatização da Cemig (CMIG4)

Cleitinho Azevedo disse que não vai privatizar estatais que dão lucro, como a elétrica.

Author
Publicado em 05/10/2026 às 17:02h - Atualizado em 05/10/2026 às 17:59h Publicado em 05/10/2026 às 17:02h Atualizado em 05/10/2026 às 17:59h por Marina Barbosa
Cleitinho é senador e foi eleito governador de Minas com 55,4% dos votos (Imagem: Roque de Sá/Agência Senado)
Cleitinho é senador e foi eleito governador de Minas com 55,4% dos votos (Imagem: Roque de Sá/Agência Senado)
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), não pretende avançar com o projeto de privatização da Cemig (CMIG4).
Ele já havia dito que não pretende privatizar estatais que dão lucro, como é o caso da elétrica, durante a campanha eleitoral e reforçou este posicionamento nesta segunda-feira (5).
"A Cemig dá lucro. O que eu tenho que fazer é colocar pessoas competentes na Cemig. [...] O que o Estado dá lucro e faz a prestação de serviço chegar ao cidadão, você não tem que privatizar", afirmou.
Em entrevista à "TV Globo", o agora governador eleito de Minas Gerais ainda sugeriu usar o lucro da Cemig para subsidiar a conta de luz da população, dizendo que a estatal "está ali para servir ao Estado".
"A Cemig é um patrimônio do Estado e será muito bem cuidada para que o cidadão tenha prestação de serviço", declarou.

Renegociação de dívida

A privatização da Cemig foi formalmente proposta em novembro de 2024, durante o governo de Romeu Zema (novo), como uma forma de Minas Gerais levantar recursos para abater a dívida de quase R$ 180 bilhões que mantém com a União.
Já Cleitinho pretende renegociar essa dívida. Por isso, disse que uma das suas prioridades enquanto governador será manter uma boa relação com o governo federal, independentemente de quem for eleito presidente no próximo dia 25 de outubro.
"Seja Flávio ou seja Lula, quero ligar e sentar para renegociar a dívida. Pegar essa parcela e reverter para o estado", afirmou Cleitinho.
Atualmente, Minas Gerais paga cerca de R$ 100 milhões por mês para quitar o débito com a União. Porém, o governador eleito acredita que esse valor poderia ser utilizado para melhorar as estradas e a saúde mineira, por exemplo.

Apoio a Flávio no 2º turno

Apesar de indicar que está aberto a conversar com os dois candidatos à presidência da República, Cleitinho pretende apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição de 2026. 
O apoio seria importante para o candidato do PL, pois este é um estado estratégico para o resultado da eleição presidencial e Cleitinho levou ampla vantagem no primeiro turno.
Minas Gerais detém o segundo maior colégio eleitoral do país. Além disso, o candidato presidencial que venceu no estado levou todas as eleições presidenciais desde 1998.
No primeiro turno de 2026, Flávio saiu à frente no estado, com 48,24% dos votos, contra 43,33% de Lula. Já Cleitinho foi eleito governador de Minas Gerais com 55,40% dos votos, contra 26,34% de Patrus Ananias (PT).