As ações do
Banco do Brasil (BBAS3) caem 6,80% nesta terça-feira (6), negociadas a R$ 24,54, às 12h44 (horário de Brasília). O movimento ocorre após a forte valorização registrada pelo papel no pregão anterior, quando o mercado reagiu ao resultado do primeiro turno das eleições.
Na segunda-feira (5), os papéis do Banco do Brasil dispararam mais de 14% durante a sessão, acompanhando o forte avanço da Bolsa brasileira após o resultado eleitoral.
O desempenho desta terça-feira ocorre em um cenário de realização após a disparada da véspera. Além disso, o JPMorgan rebaixou a recomendação para as ações do Banco do Brasil de “neutro” para “underweight” , movimento que também pressionou os papéis no início do pregão.
Apesar da forte valorização recente das ações, os analistas avaliam que a recuperação operacional do Banco do Brasil deve levar mais tempo. O BB avançou cerca de 16% desde a sexta-feira anterior e acumula alta de 50% desde 15 de agosto, participando de forma significativa do rali do mercado.
Para o JPMorgan, 2027 ainda deve ser um período desafiador para a instituição, enquanto uma recuperação mais consistente é esperada apenas em 2028. A exposição relevante do BB ao agronegócio também pode limitar os benefícios de uma eventual queda da
Selic em comparação com outros bancos privados.
Além disso, segundo a instituição, a forte deterioração recente da carteira de agronegócio deve continuar pressionando os lucros, a rentabilidade e a distribuição de dividendos. Nesse cenário, o ROE projetado pelo JPMorgan é de 8,7% em 2026, passando para 11,8% em 2027 e chegando a 13% em 2028.