Recompras de ações somam US$ 572 bi no 2T26; veja empresas que mais investiram

O valor investido nas recompras cresceu 26,8% na base anual, segundo a Janus Henderson.

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Publicado em 16/09/2026 às 13:45h - Atualizado em 16/09/2026 às 15:14h Publicado em 16/09/2026 às 13:45h Atualizado em 16/09/2026 às 15:14h por Marina Barbosa
No Brasil, as recompras somaram US$ 1,1 bi (Imagem: Shutterstock)
No Brasil, as recompras somaram US$ 1,1 bi (Imagem: Shutterstock)
As recompras de ações cresceram 26,8% no segundo trimestre de 2026, com empresas de todo o mundo apostando nesta estratégia para gerar valor aos acionistas.
💰 De acordo com a consultoria britânica Janus Henderson, as recompras de ações movimentaram US$ 572 bilhões no trimestre, enquanto o pagamento de dividendos somou US$ 757,8 bilhões.
O resultado reflete a decisão das empresas de adotar uma postura mais flexível em relação à alocação de capital, segundo a líder de gestão de portfólio de clientes de ações da Janus Henderson para a região da Europa, Oriente Médio e África, Jane Shoemake.
Afinal, a recompra de ações permite que as empresas criem valor para os acionistas sem se comprometer com um determinado payout.
"Estamos vendo uma mudança na forma como as empresas pensam sobre o retorno de capital. Os dividendos continuam sendo um compromisso importante de longo prazo, mas as recompras de ações oferecem às equipes de gestão muito mais flexibilidade para responder a mudanças nas suas prioridades", afirmou Jane.

Tecnologia toma a frente nas recompras

🤖 As recompras de ações costumavam ser puxadas pelo setor financeiro. Porém, foram as empresas de tecnologia que mais investiram nessa estratégia no segundo trimestre de 2026.
As recompras de ações de tecnologia movimentaram US$ 121 bilhões, enquanto o setor financeiro destinou US$ 104 bilhões para esse tipo de operação no período, de acordo com a Janus Henderson.
O movimento reflete os lucros crescentes dessas companhias, mas também a necessidade de manter certa liberdade financeira para suportar os grandes investimentos em IA (Inteligência Artificial), data centers e capacidade computacional.
"Essa flexibilidade é particularmente relevante no setor de tecnologia, onde a escala dos investimentos em IA força as empresas a equilibrar o retorno aos acionistas com demandas significativas de capital", comentou Jane Shoemake.
A especialista também afirmou, no entanto, que os programas de recompra de ações podem ser os primeiros a sofrer cortes caso essas empresas precisem ampliar ainda mais os investimentos.

EUA dominam recompras

💸 Em termos regionais, a maior parte das recompras foi realizada nos Estados Unidos: US$ 302,1 bilhões.
Japão, Canadá e Coreia do Sul vêm na sequência, com recompras de US$ 36,3 bilhões, US$ 19,7 bilhões e US$ 11,6 bilhões, respectivamente.
Já as empresas chinesas, que disputam com as americanas a liderança na revolução digital, investiram meio bilhão de dólares nessa estratégia no segundo trimestre de 2026.
Foi menos do que o orçamento destinado pelas empresas brasileiras à recompra de ações no período: US$ 1,1 bilhão.

As empresas que mais recompraram ações no 2T26

O ranking das empresas que mais recompram ações ganhou uma nova campeã no segundo trimestre de 2026.
🏅 A Salesforce (SSFO34) desbancou a Apple (AAPL34) e assumiu o topo desse ranking, segundo a Janus Henderson.
Empresas como Toyota (TMCO34), Nvidia (NVDC34) e Samsung (SSNLF) também subiram na lista, enquanto Visa (VISA34), Broadcom (AVGO34) e Goldman Sachs (GSGI34) deixaram o top 10. 
Veja as 10 companhias globais que mais recompraram ações no segundo trimestre de 2026: