As
recompras de ações cresceram 26,8% no segundo trimestre de 2026, com empresas de todo o mundo apostando nesta estratégia para gerar valor aos acionistas.
💰 De acordo com a consultoria britânica Janus Henderson, as recompras de ações movimentaram US$ 572 bilhões no trimestre, enquanto o pagamento de
dividendos somou US$ 757,8 bilhões.
O resultado reflete a decisão das empresas de adotar uma postura mais flexível em relação à alocação de capital, segundo a líder de gestão de portfólio de clientes de ações da Janus Henderson para a região da Europa, Oriente Médio e África, Jane Shoemake.
Afinal, a recompra de ações permite que as empresas criem valor para os acionistas sem se comprometer com um determinado
payout.
"Estamos vendo uma mudança na forma como as empresas pensam sobre o retorno de capital. Os dividendos continuam sendo um compromisso importante de longo prazo, mas as recompras de ações oferecem às equipes de gestão muito mais flexibilidade para responder a mudanças nas suas prioridades", afirmou Jane.
Tecnologia toma a frente nas recompras
As recompras de ações de tecnologia movimentaram US$ 121 bilhões, enquanto o setor financeiro destinou US$ 104 bilhões para esse tipo de operação no período, de acordo com a Janus Henderson.
O movimento reflete os lucros crescentes dessas companhias, mas também a necessidade de manter certa liberdade financeira para suportar os grandes investimentos em
IA (Inteligência Artificial), data centers e capacidade computacional.
"Essa flexibilidade é particularmente relevante no setor de tecnologia, onde a escala dos investimentos em IA força as empresas a equilibrar o retorno aos acionistas com demandas significativas de capital", comentou Jane Shoemake.
A especialista também afirmou, no entanto, que os programas de recompra de ações podem ser os primeiros a sofrer cortes caso essas empresas precisem ampliar ainda mais os investimentos.
EUA dominam recompras
💸 Em termos regionais, a maior parte das recompras foi realizada nos Estados Unidos: US$ 302,1 bilhões.
Japão, Canadá e Coreia do Sul vêm na sequência, com recompras de US$ 36,3 bilhões, US$ 19,7 bilhões e US$ 11,6 bilhões, respectivamente.
Já as empresas chinesas, que disputam com as americanas a liderança na revolução digital, investiram meio bilhão de dólares nessa estratégia no segundo trimestre de 2026.
Foi menos do que o orçamento destinado pelas empresas brasileiras à recompra de ações no período: US$ 1,1 bilhão.
As empresas que mais recompraram ações no 2T26
O ranking das empresas que mais recompram ações ganhou uma nova campeã no segundo trimestre de 2026.
Veja as 10 companhias globais que mais recompraram ações no segundo trimestre de 2026: