Braskem (BRKM5) avança com recuperação extrajudicial na Justiça
A Justiça de São Paulo aprovou o pedido da petroquímica para renegociar US$ 10,9 bilhões em dívidas.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira (16), o UBS BB rebaixou a recomendação para os papéis da Braskem (BRKM5). Na visão dos analistas, a crise na qual a empresa passa neste momento ainda tem muitos desafios, que serão difíceis de serem superados.
O banco chama atenção para o endividamento da companhia e a possibilidade da diluição dos acionistas. Também destaca a crescente capacidade da China, o que deve elevar os spreads praticados no setor em conexão com as guerras que acontecem ao redor do mundo.
“Seguimos sem enxergar uma saída fácil para a companhia, já que os spreads retornaram, em grande medida, às perspectivas observadas antes do conflito (no Oriente Médio)", escrevem Tasso Vasconcellos e João Barichello.
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O banco cortou o preço-alvo dos ADRs negociados nos Estados Unidos de US$ 4 para US$ 1,50. No Brasil, a perspectiva caiu de R$ 10,50 para R$ 3,75.
Ou seja, segundo o banco, os papéis devem cair ainda mais nos próximos meses. Isso porque, no começo do pregão de hoje, eram negociados na casa de R$ 5.
O documento emitido pelo UBS foi suficiente para fazer as ações da Braskem despencarem no pregão. Só hoje, caíram mais de 13%, conforme dados da B3.
"Nós reconhecemos que estamos um tanto atrasados nesse rebaixamento, após a forte queda das ações nos últimos três meses e os persistentes ventos contrários relacionados aos spreads e ao processo de reestruturação", afirmaram.
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